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Banco de dados exposto revela 149 milhões de logins e senhas

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Um banco de dados exposto, sem qualquer medida de segurança deixou expostos cerca de 149 milhões de logins e senhas de serviços conhecidos como Gmail, Facebook e Binance. A base, descoberta pelo pesquisador de segurança Jeremiah Fowler, continha também acessos a plataformas de streaming, instituições financeiras e até sistemas governamentais. O caso escancara os riscos crescentes da falta de proteção digital e do uso massivo de malwares infostealer.

O que estava no banco de dados exposto?

Segundo o relatório de Fowler, a base reunia 48 milhões de credenciais do Gmail, 17 milhões de logins do Facebook e cerca de 420 mil acessos à Binance. Além disso, havia registros de contas de Yahoo, Outlook, iCloud, TikTok, Netflix e OnlyFans. Entre os arquivos, também constavam informações bancárias e dados de cartões de crédito, além de emails vinculados a domínios educacionais e governamentais.

“Isso é como uma lista de desejos para criminosos digitais”, disse Fowler à revista Wired. “O formato da base de dados mostrava que quem a criou esperava coletar uma quantidade imensa de informações sensíveis.”

Jeremiah Fowler, pesquisador de segurança

Como os dados foram coletados?

De acordo com o especialista, os dados foram obtidos através de malwares infostealer — softwares maliciosos que invadem dispositivos e capturam informações digitadas pelo usuário, como logins, senhas e até cookies de sessão. O método mais comum é o keylogging, que registra as teclas pressionadas e envia as informações para os operadores do ataque.

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Fowler observou que, enquanto tentava contato com o provedor de hospedagem responsável, o número de registros aumentava diariamente. O pesquisador não revelou o nome da empresa alegando que ela atua globalmente, com servidores em diferentes países — neste caso, o centro de dados estava em território canadense.

Especialistas em cibersegurança, como o analista Allan Liska da Recorded Future, explicam que as ferramentas usadas nesse tipo de operação reduziram drasticamente o custo do crime digital. Hoje, é possível alugar infraestruturas criminosas a partir de US$ 200 mensais, o que democratiza o acesso de golpistas a volumes gigantescos de credenciais comprometidas.

Por que isso é um problema grave?

Embora o banco de dados já tenha sido removido após denúncia, o impacto do vazamento pode ser duradouro. Como as credenciais estavam organizadas de maneira sistemática, os cibercriminosos teriam facilidade para cruzar informações, testar acessos em múltiplas plataformas e executar ataques de phishing e credential stuffing — em que senhas de um site são usadas para invadir outros.

Os dados financeiros e institucionais aumentam o risco de fraudes bancárias, falsificação de identidades e golpes direcionados a funcionários públicos. Com o avanço da tecnologia, o ataque massivo a credenciais se tornou um negócio lucrativo, que abastece o mercado negro digital e fortalece redes criminosas internacionais.

Como se proteger contra infostealers e vazamentos de credenciais

  1. Ative a autenticação em dois fatores (2FA): garante que mesmo com o vazamento da senha, o invasor precisará de uma segunda verificação.
  2. Evite reutilizar senhas: use combinações únicas em cada serviço.
  3. Verifique se seu email foi comprometido: ferramentas como Have I Been Pwned ajudam a identificar vazamentos.
  4. Use um gerenciador de senhas confiável: o Gerenciador de Senhas do Google e alternativas seguras podem gerar credenciais fortes automaticamente.
  5. Mantenha o antivírus atualizado: softwares reconhecidos podem detectar infostealers e bloquear comportamentos suspeitos.

O impacto para empresas e usuários

Empresas com credenciais expostas em bancos de dados não protegidos podem sofrer prejuízos financeiros e de imagem. Além disso, governos correm o risco de ter informações sensíveis comprometidas, o que pode afetar a segurança nacional. Já os usuários comuns enfrentam risco direto de golpes, clonagem de cartões e acesso indevido às suas contas.

Perguntas Frequentes sobre banco de dados exposto

  1. Como saber se minhas senhas vazaram?

    Você pode usar serviços gratuitos como ‘Have I Been Pwned’ ou o recurso de verificação de senha do Google, que analisa se suas credenciais aparecem em bancos de dados expostos.

  2. O que fazer se meu login estiver comprometido?

    Troque imediatamente a senha do serviço e ative a autenticação em dois fatores (2FA). Evite reutilizá-la em outras plataformas.

  3. O que são malwares infostealer?

    São programas maliciosos criados para roubar informações pessoais, como logins e dados bancários, registrando as teclas digitadas e enviando-as para criminosos.

  4. As empresas podem ser responsabilizadas por vazamentos assim?

    Depende da origem da base e da jurisdição. Se o vazamento ocorrer internamente, há punições pela legislação de proteção de dados (LGPD).

Considerações finais

O caso dos 149 milhões de logins expostos reforça a urgência de práticas modernas de segurança digital. A vigilância constante e o uso de tecnologias de autenticação e criptografia são cruciais para reduzir o impacto desse tipo de ataque. Enquanto a internet continuar sendo um espaço sem fronteiras, o cuidado com dados pessoais deve ser uma prioridade individual e corporativa.

Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.