Claude Opus 4.6: o salto de inteligência da Anthropic chega ao mercado
A Anthropic anunciou oficialmente, em 5 de fevereiro de 2026, o lançamento do Claude Opus 4.6, a mais recente versão de seu modelo de linguagem mais avançado. A atualização representa um marco na evolução da inteligência artificial generativa, prometendo avanços significativos em raciocínio complexo, análise de código e contexto ampliado de até 1 milhão de tokens — um dos maiores já disponibilizados comercialmente.
Tabela de conteúdos
Avanços em codificação e raciocínio lógico
O Claude Opus 4.6 supera seu antecessor, o Opus 4.5, em diversas métricas relacionadas a tarefas de programação e raciocínio lógico. Entre as melhorias, destacam-se as novas capacidades de planejamento estratégico, execução autônoma de tarefas de longo prazo e autocorreção de erros em sistemas complexos. O modelo também introduz avanços expressivos na revisão automática de código e na execução de fluxos de trabalho de desenvolvimento integrados.

Nos testes Terminal-Bench 2.0 e Humanity’s Last Exam, o modelo alcançou pontuação recorde, consolidando-se como o mais avançado da indústria em desempenho multiagente e raciocínio interdisciplinar. Em avaliações de produtividade econômica, como o GDPval-AA, o Opus 4.6 superou o GPT-5.2 da OpenAI em 144 pontos Elo e seu predecessor, Opus 4.5, em 190 pontos.
Capacidades corporativas e uso prático
Além de programar, o Claude Opus 4.6 domina tarefas do dia a dia no ambiente de trabalho, como análise financeira, elaboração de relatórios e criação de apresentações. Inserido no ambiente Cowork, o modelo pode gerir fluxos de trabalho de forma autônoma, atuando como um assistente digital completo. Seu desempenho no benchmark BrowseComp destacou a eficiência na busca por informações difíceis de encontrar na web.

O salto de 1 milhão de tokens
Em sua primeira versão com janela de contexto de 1 milhão de tokens (em fase beta), o modelo é capaz de reter e analisar quantidades massivas de informação sem sofrer degradação de desempenho — um problema conhecido como context rot. Em benchmarks de longo contexto como o MRCR v2, o Opus 4.6 obteve 76% de acerto, contra apenas 18,5% do Sonnet 4.5.

Segurança e alinhamento
Embora mais poderoso, o Claude Opus 4.6 manteve os padrões de segurança e alinhamento ético que distinguem a Anthropic no setor. O modelo apresentou baixas taxas de comportamentos desalinhados — como respostas enganosas, falsas deferências ou incentivo a ações inadequadas — e obteve o melhor índice de segurança já registrado pela empresa. Entre os novos protocolos estão as sondas de cibersegurança, que monitoram possíveis abusos e identificam vulnerabilidades.

Integrações e melhorias na plataforma Claude
O novo Opus 4.6 integra funções expandidas no Claude Developer Platform, oferecendo controle aprimorado sobre esforço cognitivo e recursos como:
- Pensamento adaptativo: o modelo decide quando aplicar raciocínio profundo conforme o contexto;
- Compação de contexto: resume automaticamente informações antigas, permitindo diálogos mais longos;
- 1M tokens em modo beta: ideal para tarefas extensas e complexas;
- Saídas de até 128 mil tokens: favorece geração de documentos extensos e completos.
Além disso, o Claude Code agora permite criar equipes de agentes capazes de trabalhar em paralelo, revisando grandes bases de código. Há também integração direta com Excel e PowerPoint, ampliando o uso da IA em tarefas corporativas cotidianas.

Depoimentos do setor
Líderes de tecnologia elogiaram o novo modelo. Sarah Sachs, chefe de IA da Notion, afirmou que o Opus 4.6 “transforma pedidos complexos em etapas concretas e produz resultados refinados”. Já Gregor Stewart, diretor de IA da SentinelOne, destacou que a ferramenta “executou uma migração de milhões de linhas de código como um engenheiro sênior”.
Empresas como GitHub, Thomson Reuters, Replit, Box e Shopify também relataram avanços expressivos em produtividade e precisão ao integrar o Claude Opus 4.6 em fluxos de trabalho reais.
Disponibilidade e preço
O Claude Opus 4.6 já está disponível em claude.ai, via API e nas principais plataformas de nuvem como Amazon Bedrock e Google Cloud Vertex AI. O preço permanece em US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída, mantendo competitividade frente aos modelos da OpenAI e Google.
Impacto e perspectivas
Com o lançamento do Opus 4.6, a Anthropic reforça sua posição na vanguarda da IA responsável. A empresa enfatiza a ausência de anúncios no ambiente Claude e a busca por modelos que priorizem utilidade, confiabilidade e segurança. O Opus 4.6 inaugura uma nova geração de agentes autônomos capazes de pensar de maneira mais próxima ao raciocínio humano, sem comprometer a ética e o controle desenvolvedor.
Perguntas Frequentes sobre Claude Opus 4.6
O que é o Claude Opus 4.6?
É a versão mais avançada do modelo de linguagem da Anthropic, com foco em raciocínio profundo, codificação autônoma e retenção de contexto de até 1 milhão de tokens.
Quais são as principais melhorias em relação ao Opus 4.5?
O novo modelo traz avanços em planejamento de tarefas, precisão de código, revisão autônoma e segurança. Também supera o GPT-5.2 em benchmarks de produtividade e raciocínio lógico.
Onde o Claude Opus 4.6 está disponível?
Pode ser acessado em claude.ai, via API e nas plataformas de nuvem Amazon Bedrock e Google Cloud Vertex AI.
O Claude Opus 4.6 é seguro para uso corporativo?
Sim. O modelo teve o menor índice de comportamentos desalinhados e inclui sondas de cibersegurança para prevenir usos maliciosos.
Quanto custa o Claude Opus 4.6?
O preço permanece o mesmo: US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída, com cobrança adicional em contexto acima de 200 mil tokens.
Considerações finais
O Claude Opus 4.6 marca um avanço técnico sem precedentes na trajetória da Anthropic. Ao combinar poder de raciocínio, segurança e integração corporativa, o modelo se posiciona como uma das ferramentas de IA mais robustas e confiáveis do mercado em 2026. A chegada desse sistema inaugura uma nova etapa da inteligência artificial aplicada — mais adaptativa, colaborativa e centrada no ser humano.

