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Telegram .gram pode rivalizar com WordPress; entenda

O Telegram .gram é uma proposta para transformar o mensageiro em uma plataforma de criação e hospedagem de sites. Segundo reportagem publicada pelo Canaltech em 20 de agosto de 2026, o cofundador e CEO Pavel Durov informou que a empresa solicitou o domínio de topo “.gram”. Se a ICANN aprovar o pedido, usuários poderão criar endereços como nomedosite.gram, possivelmente com páginas geradas por inteligência artificial a partir de um prompt. A medida ainda está sob análise, não tem prazo de decisão e não representa um recurso disponível hoje.

Em resumo: o Telegram .gram depende da aprovação da ICANN. Até lá, não há registro de endereços, hospedagem ou criador de sites liberados ao público.

O que o Telegram .gram mudaria na prática

Um domínio de topo, também chamado de TLD, é a terminação de um endereço web: “.com”, “.org” e “.br” são exemplos. A proposta do Telegram é controlar a terminação “.gram” e permitir que pessoas, criadores e empresas publiquem páginas associadas a ela. Em vez de usar um endereço dentro de outra plataforma, a ideia seria oferecer uma identidade própria no formato nomedosite.gram.

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Isso aproxima o aplicativo de serviços como WordPress, Wix e outras ferramentas de publicação. A diferença prometida estaria na integração: o site seria hospedado no ecossistema do mensageiro, com potencial conexão a canais, bots, perfis e comunidades. Durov também sugeriu que a inteligência artificial poderia montar uma página do zero com base em um comando textual, reduzindo a barreira técnica para tarefas simples.

Domínio de topo não é subdomínio

Um TLD é administrado na camada final do endereço, como “.gram”. Já um subdomínio depende de um domínio principal, como minhapagina.exemplo.com. A distinção afeta marca, regras de registro e infraestrutura.

Por que a ICANN é decisiva para o domínio .gram

A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, conhecida como ICANN, coordena políticas e processos ligados ao sistema de nomes de domínio. O pedido do Telegram .gram precisa passar por essa análise antes que a terminação possa existir na internet pública. A avaliação pode envolver exigências técnicas, operacionais, financeiras e jurídicas, além de regras para administrar registros e eventuais conflitos de nomes.

Portanto, o anúncio deve ser lido como uma intenção empresarial, e não como lançamento. Mesmo em caso de aprovação, ainda seria necessário conhecer detalhes fundamentais: quem poderá registrar nomes, se haverá cobrança, quais países serão atendidos, como funcionará a verificação de identidade e que políticas valerão para conteúdo fraudulento ou ilegal.

PontoSituação informadaImpacto
TLD .gramSolicitado pelo TelegramDepende da ICANN
Sites por IAMencionados por Pavel DurovDetalhes ainda ausentes
HospedagemPrevista na plataformaModelo técnico não divulgado
Links t.meUso atual do mensageiroNão são substituídos por enquanto

Hoje, o Telegram usa t.me para encurtar links de canais, grupos e perfis. De acordo com o Canaltech, um bloqueio ocorrido no mês anterior deixou esses endereços indisponíveis por algumas horas. A empresa não controla a terminação “.me”, e esse episódio pode ajudar a explicar o interesse em ter uma infraestrutura de endereços própria. Ainda assim, não há confirmação de que o .gram substituiria o t.me.

Chamar o Telegram de rival do WordPress faz sentido apenas em parte. O WordPress é um ecossistema maduro, usado para blogs, portais, lojas e sites corporativos, com temas, plugins, ferramentas de SEO e ampla possibilidade de personalização. Caso avance, o Telegram .gram tenderia a ser mais atraente inicialmente para páginas rápidas, perfis públicos, landing pages e projetos ligados à sua base de usuários.

  • Endereço próprio com final .gram;
  • Hospedagem integrada ao mensageiro;
  • Criação de site por prompt de IA;
  • Integração potencial com canais e bots;
  • Dependência de aprovação e regras da ICANN.

Oportunidades e riscos de sites dentro do Telegram .gram

Para pequenos negócios e criadores, um criador de sites conectado ao Telegram poderia acelerar a publicação e concentrar comunicação, audiência e página institucional em um ambiente conhecido. A IA pode ajudar a estruturar textos e layouts, mas não elimina a necessidade de revisar dados, direitos autorais, acessibilidade e informações de contato.

Também haverá desafios de confiança. Um novo domínio de topo pode ser explorado em tentativas de phishing, imitação de marcas e links enganosos se não houver boas práticas de moderação, denúncia e verificação. Para competir com plataformas estabelecidas, o mensageiro precisará esclarecer recursos de segurança, exportação de conteúdo, desempenho, indexação por buscadores e suporte a domínios personalizados.

O que acompanhar a partir de agora

O próximo marco é a resposta da ICANN ao pedido. Se houver aprovação, as informações mais relevantes serão o cronograma de lançamento, o preço, a disponibilidade de nomes, as regras de uso e o funcionamento da hospedagem. Até uma comunicação oficial com esses detalhes, anúncios ou vendas de domínios .gram devem ser vistos com cautela.

  1. O Telegram .gram já está disponível?

    Não. O domínio .gram foi solicitado, mas ainda depende da aprovação da ICANN. Não há registro público de sites nem serviço liberado.

  2. O que é um domínio de topo como .gram?

    É a parte final de um endereço web, como .com ou .org. Se aprovado, o .gram poderá identificar sites ligados ao ecossistema Telegram.

  3. O .gram vai substituir os links t.me?

    Não há confirmação. O t.me segue sendo usado para canais, grupos e perfis. O novo TLD pode ampliar a infraestrutura, não necessariamente substituí-la.

  4. Telegram .gram será mesmo um rival do WordPress?

    Pode disputar páginas simples e institucionais, sobretudo com IA e hospedagem integrada. O WordPress, porém, mantém um ecossistema mais amplo e consolidado.

Considerações finais

O Telegram .gram abre a possibilidade de o mensageiro ir além de chats e canais, oferecendo endereço web, hospedagem e criação de páginas por inteligência artificial. Mas o projeto está em estágio inicial: depende da ICANN e de definições técnicas e comerciais que ainda não foram divulgadas. Por enquanto, a leitura correta é de uma aposta estratégica — não de uma alternativa pronta ao WordPress.

Fonte

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Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.