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Google goto: Google começa a esconder URLs dos resultados de busca

O Google começou a modificar a forma como os links orgânicos aparecem nos resultados de pesquisa. Em vez de expor diretamente o endereço da página no atributo href, a empresa está usando o Google goto, um redirecionamento intermediário no domínio do Google que esconde a URL final no código da página. A mudança já foi confirmada pela empresa e faz parte de novas medidas técnicas contra abuso e coleta automatizada dos resultados.

Na prática, o usuário comum continua clicando no resultado e chegando normalmente ao site. A diferença aparece principalmente para quem inspeciona o HTML, copia o endereço do link ou utiliza ferramentas de SEO e scraping para extrair URLs das páginas de resultados.

Como funciona o Google goto nos resultados de busca

O novo formato costuma aparecer como google.com/goto?url= seguido por uma sequência opaca, muitas vezes iniciada por CAES. Antes, um resultado orgânico podia apontar diretamente para a página de destino ou utilizar formatos de redirecionamento em que o endereço ainda era legível.

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Com o Google goto, isso muda. O endereço real não fica simplesmente codificado em Base64 dentro do parâmetro. Segundo testes publicados pela Autom, essa sequência funciona como uma referência opaca e o destino efetivo é informado pelo Google somente quando a requisição ao redirecionador é realizada.

Ao acessar o link, o servidor responde com um cabeçalho HTTP Location contendo a URL final. Para uma pessoa navegando normalmente isso acontece de forma praticamente invisível: o navegador recebe o redirecionamento e abre a página correta.

Como funciona o redirecionamento Google goto nos resultados de pesquisa

Por que o Google está fazendo essa mudança?

O Google confirmou ao Search Engine Land que vem adotando medidas técnicas contra formas de abuso que evoluem ao longo do tempo. A empresa não detalhou publicamente todos os mecanismos envolvidos, mas o Google goto torna a extração automatizada de resultados mais trabalhosa.

Antes, um scraper conseguia baixar o HTML de uma página de pesquisa, localizar os links e coletar dezenas de destinos diretamente. Agora, quando o Google goto está presente, o sistema pode precisar consultar individualmente cada redirecionamento para descobrir a URL final.

Isso adiciona uma etapa à coleta e aumenta o número de requisições necessárias. Para ferramentas que processam milhares ou milhões de resultados, a diferença pode ser significativa.

A Autom interpreta a mudança como parte de um esforço maior do Google contra coleta automatizada de SERPs, incluindo scrapers de SEO e sistemas usados para alimentar aplicações de inteligência artificial.

Google goto não é o antigo google.com/url

É importante não confundir o Google goto com redirecionamentos que o buscador utiliza há anos. Um formato conhecido era google.com/url?q=, no qual a própria URL de destino aparecia como parâmetro e podia ser identificada facilmente.

No sistema atual, o Google goto usa um valor que não revela diretamente o endereço da página. Por isso, simplesmente copiar o parâmetro e tentar decodificá-lo não retorna necessariamente a URL original.

De acordo com a Autom, uma forma técnica de descobrir o destino é realizar uma requisição HEAD ou GET sem seguir automaticamente o redirecionamento e consultar o cabeçalho Location da resposta.

A solução, entretanto, interessa principalmente a desenvolvedores de ferramentas de busca, monitoramento de ranking e análise de SERPs. Para o usuário comum, não existe necessidade de fazer esse procedimento.

O que muda para ferramentas de SEO?

O impacto mais imediato do Google goto aparece em ferramentas que dependem da leitura automatizada das páginas do buscador. Rank trackers, coletores de resultados, sistemas de pesquisa de concorrentes e APIs não oficiais podem precisar atualizar seus métodos de extração.

A própria Autom informou que adaptou seu pipeline para consultar o redirecionamento e retornar novamente a URL final em suas respostas. Isso mostra que a mudança não impede tecnicamente a obtenção do destino, mas adiciona complexidade e custo à operação.

O Google goto também torna métodos simples de scraping menos eficientes. Um script que anteriormente analisava apenas o HTML da SERP agora pode precisar de uma segunda etapa para cada resultado.

Para profissionais de SEO que utilizam plataformas prontas, a tendência é que a adaptação aconteça nos bastidores. O efeito deve ser mais perceptível em ferramentas próprias, extensões, automações e serviços que dependem diretamente da estrutura do HTML do Google.

O endereço do site desapareceu completamente?

Não. Mesmo quando o Google goto está presente no link clicável, o Google continua exibindo informações como nome do site, domínio, favicon e outros elementos necessários para identificar a fonte do resultado.

Além disso, análises técnicas indicam que partes da página ainda podem conter dados relacionados ao destino. Isso significa que o Google não está tornando a origem visualmente anônima para quem faz uma busca.

A mudança está concentrada principalmente no endereço associado ao clique e na facilidade com que ferramentas automatizadas conseguem extrair a URL final diretamente do href.

O rollout também não parece ser idêntico para todos. Relatos técnicos publicados no fim de agosto apontavam presença mais consistente em sessões deslogadas e navegação privada, enquanto outras condições ainda podiam apresentar comportamentos diferentes.

O Google goto afeta o tráfego orgânico?

Até o momento, não há indicação de que o Google goto tenha sido criado para reduzir cliques nos sites ou remover resultados orgânicos. O navegador continua sendo redirecionado para a página escolhida pelo usuário.

Para publishers, o ponto mais importante é acompanhar ferramentas de analytics e Search Console para identificar qualquer alteração inesperada. A mudança técnica no link não significa, por si só, perda de posicionamento ou de indexação.

Ela acontece, porém, em um momento de transformação mais ampla do Google Search. No RendaGeek, já mostramos como o Google Search está incorporando IA e agentes autônomos, alterando a forma como usuários encontram informações e chegam aos sites.

Outro conteúdo relacionado explica como APIs e sistemas de recuperação estão transformando a busca na era da inteligência artificial, complementando o contexto sobre por que o acesso estruturado aos resultados se tornou tão importante.

O que esperar daqui para frente

O Google goto mostra como alterações aparentemente pequenas no HTML da pesquisa podem afetar todo um ecossistema de ferramentas. Para a maioria dos usuários, a experiência continuará praticamente igual. Para empresas que coletam SERPs em escala, a mudança exige adaptações.

Ainda é possível descobrir o endereço final por meio do redirecionamento, mas o processo deixa de ser uma simples leitura do HTML. Isso aumenta o custo de scraping e oferece ao Google mais controle sobre a forma como acessos automatizados interagem com seus resultados.

Como o rollout ainda pode variar conforme sessão, região e infraestrutura, o comportamento do Google goto deve continuar sendo acompanhado. O ponto confirmado é que a alteração é intencional e está relacionada às medidas do Google contra abuso de seus serviços.

Fontes: Search Engine Land, Autom

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Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.