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Cline CLI 2.0 chega com K2.5 e M2.5 e modo autônomo gratuito

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A Cline acaba de lançar o Cline CLI 2.0, uma evolução marcante que leva os agentes de codificação AI diretamente ao terminal do desenvolvedor. A nova versão combina modos interativo e autônomo, suporte ao protocolo ACP e integração gratuita com os modelos Kimi K2.5 da Moonshot AI e MiniMax M2.5, oferecendo uma experiência de programação assistida por inteligência artificial mais fluida, poderosa e sem restrições de IDEs.

Um novo paradigma: AI no coração do terminal

Com o lançamento da versão 2.0, a Cline redefine o conceito de agentes de codificação ao permitir que o desenvolvedor interaja diretamente com a IA dentro do terminal. A interface passa a reproduzir a experiência de ciclos de ação e revisão com respostas instantâneas, comandos de planejamento e execução em tempo real e uma gama de atalhos que tornam o processo mais intuitivo. O comando Tab alterna entre planejar e agir, e o Shift+Tab ativa o modo de aprovação automática, enquanto o uso do símbolo @ insere contexto de arquivos do workspace.

Entre as novidades, destaca-se a inclusão de comandos rápidos como /settings, /models e /history, que facilitam a navegação pelos recursos e configurações do agente. Cada sessão termina com um resumo detalhado do que foi modificado, quais scripts foram executados e a quantidade de tokens consumidos durante a execução — recurso essencial para monitoramento e otimização do uso de IA em projetos complexos.

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Automação total com o modo headless

Além do modo interativo, o novo Cline CLI 2.0 introduz a operação headless, desenhada para pipelines de integração contínua e automação completa. Utilizando o parâmetro -y (YOLO mode), o agente aprova automaticamente todas as ações e transmite resultados diretamente no stdout. Essa função permite integrar o Cline em fluxos de múltiplas etapas, emitir saídas estruturadas em --json e até controlar variáveis de ambiente, como CLINE_DIR e CLINE_COMMAND_PERMISSIONS, que delimitam permissões de execução de comandos shell — aspecto vital para segurança em aplicações corporativas e CI/CD.

Integração e interoperabilidade com editores

Um dos grandes diferenciais do Cline CLI 2.0 é o suporte ao Agent Client Protocol (ACP). Com o comando cline --acp, o agente pode atuar como servidor ACP, integrando-se a IDEs como JetBrains, Zed, ou Neovim. Essa arquitetura garante que o desenvolvedor mantenha os recursos nativos de cada editor — como atalhos, plug-ins e extensões — enquanto aproveita as funcionalidades do Cline, incluindo Skills, Hooks e conexões através do Model Context Protocol.

Na visão da Cline, essa interoperabilidade é essencial para um ecossistema aberto, no qual o desenvolvedor decide onde e como a IA atua, sem bloqueios de provedor ou dependência de uma única plataforma proprietária.

Instalação simples e suporte multiplataforma

O Cline CLI 2.0 está disponível para Windows, macOS e Linux e pode ser instalado com um simples comando npm: npm install -g cline. A ferramenta requer Node.js 20 ou superior, sendo o Node 22 a versão recomendada. A autenticação pode ser feita via conta Cline, integração com o OpenAI Codex OAuth ou até importando credenciais de ferramentas pré-existentes como o Codex CLI. Também é possível usar uma API key direta, ampliando a flexibilidade e privacidade para diferentes equipes de desenvolvimento.

Open Source e segurança no controle

Mais do que uma ferramenta, o Cline se apresenta como um projeto open source voltado à transparência e controle. O agente age apenas com permissões explícitas para edição de arquivos ou execução de comandos, reduzindo riscos de ações indesejadas. Os usuários podem personalizar parâmetros e restrições, tornando-o adequado tanto para freelancers quanto para grandes equipes que precisam conciliar autonomia com compliance de segurança.

O futuro da programação assistida

A chegada do Cline CLI 2.0 representa mais do que uma simples atualização. É o avanço rumo a um terminal verdadeiramente inteligente, capaz de gerenciar projetos de codificação em paralelo, executar ciclos autônomos e integrar múltiplas IA em uma única interface. Essa filosofia de desenvolvimento agentic – no qual o agente planeja, executa e aprende iterativamente – reflete a tendência crescente da indústria para integrar modelos autônomos diretamente nos fluxos de trabalho dos desenvolvedores.


Perguntas frequentes sobre Cline CLI 2.0

  1. O Cline CLI 2.0 é gratuito?

    Sim. O Cline CLI 2.0 oferece um período gratuito de uso dos modelos Kimi K2.5 e MiniMax M2.5, permitindo testar todas as funcionalidades do agente AI diretamente no terminal.

  2. Quais plataformas são suportadas?

    O Cline CLI 2.0 funciona em Windows, macOS e Linux, integrando-se a diferentes editores via Agent Client Protocol (ACP).

  3. É seguro conceder acesso ao sistema de arquivos?

    Sim, o Cline atua somente com permissões explícitas do usuário. Cada ação e edição requer autorização, garantindo controle total e segurança durante o uso.

  4. Preciso de conexão com a internet para usar o Cline?

    O modo autônomo pode operar parcialmente offline com modelos locais, mas para acessar os modelos da Moonshot AI e MiniMax é necessária uma conexão ativa.

  5. Como instalar o Cline CLI 2.0?

    Basta rodar o comando npm install -g cline no terminal. É necessário ter Node.js 20 ou superior.

Considerações finais

O Cline CLI 2.0 marca um novo passo no desenvolvimento com IA, aproximando humanos e agentes autônomos em um fluxo transparente, integrado e sem atritos. Ao unir poder de automação, liberdade de plataforma e transparência open source, o Cline posiciona-se como o futuro do developer workflow inteligente — onde o terminal volta a ser o centro de controle da inovação.

Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.