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Fim do Will Bank: FGC pagará R$ 6,3 bilhões a clientes

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou que começará a reembolsar os clientes do Will Bank, liquidado pelo Banco Central, com um total estimado de R$ 6,3 bilhões. O processo será feito de forma digital, por meio do aplicativo oficial do FGC, mas os pagamentos terão condições específicas e um limite máximo de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Fim do Will Bank: Banco Central liquida o Will Bank e inicia processo de ressarcimento

O Will Bank, que atuava como banco digital vinculado ao Banco Master, teve suas operações encerradas em 21 de janeiro de 2026. A decisão partiu do Banco Central, após a constatação de irregularidades no grupo financeiro, que também resultou na liquidação do próprio Banco Master em novembro de 2025.

Com o encerramento das atividades, os clientes do Will Bank ficaram impossibilitados de utilizar suas contas ou cartões. Contudo, quem possuía valores ou investimentos em produtos elegíveis, como contas correntes, poupanças, CDBs, LCIs ou LCAs, poderá solicitar o ressarcimento via FGC.

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Como solicitar o pagamento através do aplicativo do FGC

Segundo o FGC, o processo de restituição será feito exclusivamente pelo aplicativo oficial do Fundo, disponível para Android e iOS. O usuário deverá baixar o app, realizar o cadastro e, uma vez validado, visualizará o valor que tem direito a receber.

Depois da confirmação, o beneficiário deverá assinar digitalmente o termo de solicitação. O FGC promete efetuar o pagamento em até 48 horas úteis, desde que todos os dados estejam corretos. Antes disso, porém, a instituição precisa receber a lista oficial de clientes e valores, enviada pelo liquidante do Will Bank nomeado pelo Banco Central. Não há ainda um prazo definido para a conclusão dessa etapa.

Cartão amarelo do Will Bank que foi descontinuado após a liquidação
Cartões do Will Bank foram descontinuados após a liquidação. (Imagem: Facebook/Will Bank)

Limite e condições para receber o ressarcimento

O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o conjunto de instituições pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro. Isso significa que quem já recebeu ressarcimento pelo Banco Master no valor máximo não terá direito a novo pagamento pelo Will Bank.

Se o cliente tiver recebido menos de R$ 250 mil do Banco Master, poderá resgatar o valor restante desse limite pelo Will Bank. Por exemplo: quem recebeu R$ 150 mil do Banco Master poderá ter direito a até R$ 100 mil adicionais do Will Bank.

Produtos como ações, debêntures, previdência privada, COEs e criptomoedas não estão cobertos pelo FGC, já que ultrapassam a natureza de depósito garantido prevista pela instituição. Assim, somente produtos tradicionais de renda fixa e contas bancárias são elegíveis.

O que o FGC cobre e o que fica fora da proteção

Produtos CobertosProdutos Não Cobertos
Conta CorrenteAções
PoupançaDebêntures
CDBCriptomoedas
LCI e LCACOEs
Depósitos InterfinanceirosPrevidência Privada
O FGC protege depósitos tradicionais, mas não cobre investimentos de risco.

Importância da cobertura do FGC no sistema financeiro

O trabalho do FGC é essencial para manter a estabilidade do sistema bancário brasileiro. Ele assegura que, em caso de falência ou liquidação de uma instituição financeira, os correntistas e investidores com aplicações cobertas não fiquem sem acesso total ao dinheiro depositado. Essa rede de proteção aumenta a confiança dos clientes em bancos médios e digitais.

Golpes e aplicativos falsos: atenção redobrada

O FGC alerta os consumidores para não baixarem aplicativos falsos e não fornecerem dados bancários fora dos canais oficiais. Recentemente, golpistas divulgaram apps fraudulentos que prometem adiantamento do ressarcimento, mas na verdade coletam dados pessoais e podem até minerar criptomoedas no aparelho.

É importante usar apenas a versão autenticada do aplicativo FGC disponível nas lojas Google Play e App Store. O Fundo também recomenda não clicar em links enviados por SMS ou redes sociais sobre o tema. O único meio legítimo de receber é via app oficial, após confirmação do próprio FGC.

Impacto no setor e perspectivas futuras

A liquidação do Will Bank marca mais uma mudança relevante no mercado de bancos digitais. Nos últimos anos, o número de instituições menores cresceu de forma acelerada, o que levou o Banco Central a intensificar a fiscalização. Essa medida busca evitar novos casos de insolvência e proteger o consumidor final.

Especialistas acreditam que o caso servirá de reforço para políticas de transparência no sistema financeiro digital, e o FGC deve aprimorar ainda mais seu canal de comunicação com o público através do aplicativo. Futuramente, a automatização de restituições poderá acelerar o reembolso em situações similares.


  1. Quem tem direito ao ressarcimento do FGC no caso do Will Bank?

    Clientes com valores em contas correntes, poupanças, CDBs, LCIs ou LCAs têm direito ao ressarcimento até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ, considerando também os valores do Banco Master.

  2. Como fazer o pedido de reembolso do FGC?

    O pedido deve ser feito exclusivamente pelo aplicativo oficial do FGC para Android ou iOS. Após o cadastro e verificação, o cliente verá o valor a receber e assinará digitalmente o termo de pagamento.

  3. Quais investimentos o FGC não cobre?

    Não entram na cobertura do FGC investimentos de alto risco, como ações, debêntures, criptomoedas, COEs e planos de previdência privada.

Considerações finais

O encerramento do Will Bank e a atuação do FGC demonstram a importância do Fundo Garantidor na proteção dos consumidores brasileiros. Embora o processo dependa de prazos institucionais, o pagamento estimado de R$ 6,3 bilhões mostra a robustez do mecanismo e reforça a credibilidade do sistema financeiro nacional. Clientes devem ficar atentos às condições, limites e apenas utilizar os canais oficiais para garantir sua restituição de forma segura.

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Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.