Nike investiga vazamento de 1,4 TB de dados em ataque hacker
A Nike confirmou estar investigando um possível incidente de segurança cibernética após o grupo hacker WorldLeaks afirmar ter roubado cerca de 1,4 terabyte (TB) de dados internos da empresa. O suposto vazamento inclui mais de 188 mil arquivos relacionados a design de produtos e processos de manufatura. A companhia ainda não confirmou a autenticidade das informações divulgadas.
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O que se sabe sobre o vazamento de dados da Nike
O grupo criminoso WorldLeaks publicou em seu site arquivos que afirma terem sido extraídos dos servidores da Nike. Segundo o portal The Register, a lista divulgada menciona diretórios como “Women’s Sportswear” e “Training Resource – Factory”, indicando que os documentos tratam de projetos de roupas esportivas e materiais técnicos para fábricas.

Até o momento, não há evidências de que dados de clientes ou funcionários tenham sido comprometidos. Porém, o episódio levanta preocupações sobre segurança industrial e concorrencial, já que designs e processos internos são informações estratégicas e altamente sensíveis.
O impacto para a Nike e o setor
De acordo com análise do Cybernews, o impacto do incidente pode ir além da exposição de informações corporativas. Vazamentos como esse comprometem a vantagem competitiva da empresa, facilitam a produção de falsificações e podem causar atrasos em lançamentos de produtos. No mercado esportivo, onde o design exclusivo e o timing de lançamento são cruciais, isso representa risco bilionário.
A Nike disse, em nota, que “leva a segurança e a privacidade de dados com máxima seriedade” e que está conduzindo uma investigação interna com apoio de equipes de segurança especializadas. A empresa também reforçou que, neste momento, não há confirmação de acesso a dados de consumidores.
Quem é o grupo hacker WorldLeaks
O WorldLeaks surgiu em 2025 como uma reestruturação do antigo grupo de ransomware Hunters International. Diferente de ataques tradicionais que bloqueiam sistemas e exigem resgate, o novo modelo foca em roubo e vazamento público de dados confidenciais. Essa prática, chamada de “double extortion”, é uma tática crescente no cibercrime corporativo.
Grupos como o WorldLeaks visam pressionar empresas com ameaças de divulgação para obter ganhos financeiros ou políticos. A tática se popularizou após o aumento da resistência das companhias em pagar resgates e o avanço das investigações policiais.
Cresce o número de ataques a fabricantes e marcas esportivas
Empresas de moda, tecnologia e indústria esportiva se tornaram alvos preferenciais de hackers, segundo relatório recente da ESET, empresa global de cibersegurança. O documento aponta que o número de vítimas de ransomware cresceu 40% em 2025, impulsionado pela popularização do modelo ransomware-as-a-service. Nesse formato, criminosos vendem ou alugam ferramentas de ataque para terceiros.
A cadeia de produção globalizada e o compartilhamento de projetos entre parceiros aumentam a superfície de ataque dessas empresas. Para especialistas, o caso Nike pode servir de alerta para todo o setor, reforçando a necessidade de proteção de dados industriais e investimentos em cibersegurança proativa.
Casos semelhantes recentes
- Oracle também enfrentou possível vazamento de dados em 2025.
- Um ex-funcionário furtou 18 mil documentos da Intel e desapareceu.
- O Steam expôs 89 milhões de contas em incidente reconhecido pela Valve.
Esses episódios mostram que nem gigantes da tecnologia nem marcas globais estão imunes a ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados, exigindo planos de resposta imediata e políticas de transparência com consumidores e investidores.
Repercussão e posicionamento da Nike
Embora a Nike não tenha confirmado a autoria ou a veracidade dos dados publicados pelo WorldLeaks, especialistas apontam que o simples anúncio de um possível vazamento já pode impactar o valor de mercado e a reputação da marca. A companhia reiterou seu compromisso em atualizar clientes e parceiros conforme os resultados da investigação forem divulgados.
Importância da segurança cibernética corporativa
Com o aumento de ataques baseados em vazamento de dados, as empresas precisam adotar protocolos robustos de segurança e treinamento constante de equipes. A proteção deve abranger desde os sistemas de design até a cadeia de fornecimento global.
Perguntas frequentes sobre o ataque hacker à Nike
O que é o WorldLeaks?
O WorldLeaks é um grupo hacker associado à extorsão dupla: roubo e vazamento de dados corporativos. É considerado sucessor do Hunters International, ativo desde 2023.
Quais dados da Nike foram supostamente vazados?
Segundo os hackers, foram roubados 1,4 TB de dados com mais de 188 mil arquivos, principalmente relacionados a design e processos de manufatura, sem evidências de clientes afetados.
A Nike confirmou o vazamento?
Até agora, a Nike confirmou apenas que investiga um possível incidente de segurança cibernética. A empresa ainda não autenticou os arquivos divulgados pelo grupo WorldLeaks.
Qual o impacto de um vazamento desse tipo?
Além do risco reputacional, há perdas competitivas, possibilidade de falsificações e comprometimento de segredos industriais – algo crítico para empresas de design esportivo.
Considerações finais
O possível vazamento de dados da Nike evidencia a transformação das ameaças digitais em um problema estratégico, e não apenas técnico. Casos como esse reforçam a urgência de políticas de governança de dados corporativos e do fortalecimento da cultura de segurança dentro das organizações. Em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados, uma resposta rápida e transparente pode ser a diferença entre a crise e a recuperação da confiança.

