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OpenAI testará anúncios no ChatGPT e lança novo plano Go

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A OpenAI anunciou nesta sexta-feira (16) que começará a testar anúncios dentro do ChatGPT para alguns usuários nos Estados Unidos, como parte de uma estratégia para ampliar a base de clientes e diversificar suas fontes de receita. O movimento marca uma mudança significativa na postura do CEO Sam Altman, que já havia descrito a inclusão de publicidade no chatbot como uma “última opção”.

Os anúncios em formato de banner começarão a aparecer nas próximas semanas para usuários logados da versão gratuita do ChatGPT e também no novo plano ChatGPT Go, que custa US$ 8 por mês e já está disponível globalmente. Lançado inicialmente na Índia em 2025, o ChatGPT Go foi expandido para mais de 170 países.

Usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não visualizarão anúncios. Segundo a OpenAI, os testes serão realizados de forma transparente: os anúncios aparecerão na parte inferior das respostas e estarão claramente identificados como conteúdo patrocinado.

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Mockup de anúncio dentro do ChatGPT.
Mockup de exemplo divulgado pela OpenAI mostrando como os anúncios aparecerão na interface do ChatGPT.

Um novo modelo de receita para a OpenAI

De acordo com postagem oficial do blog da empresa, a CEO de Aplicações da OpenAI, Fidji Simo, afirmou que a empresa acredita em um modelo de receita diversificado, no qual a publicidade pode contribuir para tornar a inteligência artificial acessível a mais pessoas. “Nossos negócios empresariais e de assinatura já são fortes. Acreditamos que um modelo de receita plural ajuda a ampliar o alcance da tecnologia de IA de forma responsável”, escreveu Simo.

Essa mudança ocorre em um contexto de forte pressão financeira. A OpenAI projeta não alcançar lucratividade até 2030 e comprometeu-se com investimentos estimados em US$ 1,4 trilhão em data centers e chips especializados. Apesar de gerar cerca de US$ 13 bilhões em receita anual, a companhia deve gastar algo próximo a US$ 9 bilhões apenas em 2026, segundo documentos obtidos pelo The Wall Street Journal.

anúncios no ChatGPT

Reações e ceticismo

Nem todos estão convencidos de que a introdução de anúncios resolverá os desafios financeiros da OpenAI. O crítico de tecnologia Ed Zitron escreveu no Bluesky que, mesmo que o recurso traga receita, o custo de operação dos serviços da empresa é alto demais: “Sou extremamente cético quanto a esse produto publicitário. Mesmo que funcione, os gastos da OpenAI são grandes demais para fazer diferença”, afirmou.

O CEO Sam Altman sempre demonstrou desconforto com a ideia de unir publicidade e inteligência artificial. Em uma entrevista concedida em 2024 na Universidade de Harvard, Altman descreveu o conceito como “perturbador”, observando que não gostaria que as respostas do ChatGPT fossem influenciadas por interesses comerciais. Segundo ele: “Se eu tivesse que descobrir quem pagou para influenciar o que estou lendo, não acho que gostaria disso”.

Segundo exemplo de mockup de anuncío no ChatGPT.
Segundo exemplo de mockup divulgado pela OpenAI ilustrando a nova experiência publicitária.

Privacidade e confiança

Segundo Simo, as conversas dos usuários não serão compartilhadas com anunciantes, e temas sensíveis como saúde mental e política não exibirão anúncios para usuários menores de 18 anos. A OpenAI garante que o conteúdo gerado pelo ChatGPT continuará livre de interferência publicitária direta — os anúncios aparecerão apenas abaixo da resposta, sem alterar o texto da IA.

Além disso, a empresa reforçou que os dados coletados continuarão a obedecer às políticas de privacidade vigentes, incluindo o GDPR europeu e legislações estaduais norte-americanas. O Centro de Privacidade da OpenAI esclarece que os usuários podem optar pelo controle de cookies essenciais, funcionais e de medição de audiência.

Outros testes na indústria de IA

A adoção de publicidade em experiências de IA não é exclusividade da OpenAI. Em 2024, o Google iniciou testes discretos de AdSense em chatbots parceiros, explorando novas formas de monetização. Essa tendência indica uma corrida no setor para equilibrar custos computacionais elevados e sustentabilidade econômica.

O que muda para os usuários

Para a maior parte dos usuários, as alterações afetarão apenas a interface visual. As respostas do ChatGPT permanecerão livres de influência publicitária direta. Já as empresas que utilizam o ChatGPT em planos pagos continuarão com a experiência sem anúncios, mantendo foco em produtividade, suporte corporativo e uso avançado de modelos de linguagem.


  1. Por que a OpenAI decidiu incluir anúncios no ChatGPT?

    A decisão visa diversificar as fontes de receita da empresa e tornar o serviço mais acessível ao público. O modelo publicitário está em fase de testes e será aplicado apenas na versão gratuita e no plano ChatGPT Go.

  2. Os anúncios influenciam as respostas do ChatGPT?

    De acordo com a OpenAI, os anúncios aparecerão abaixo das respostas, em área separada e identificada como patrocinada. O conteúdo gerado pela IA não sofrerá interferência de anunciantes.

  3. Quem não verá anúncios no ChatGPT?

    Usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise continuarão com experiência livre de publicidade. Apenas usuários do plano gratuito e do ChatGPT Go verão anúncios contextuais.

  4. Quais dados são compartilhados com anunciantes?

    A OpenAI afirma que não compartilha conversas nem dados sensíveis com anunciantes. As informações usadas para exibir anúncios são limitadas a contexto genérico e permanecem anonimizadas.

Considerações finais

O teste de anúncios no ChatGPT representa uma tentativa estratégica da OpenAI de equilibrar custos bilionários e ampliar a sustentabilidade de seus serviços. A promessa é preservar a confiança dos usuários e manter a integridade do conteúdo gerado pela IA, mesmo em um cenário de crescente pressão comercial. O resultado determinará se a integração de publicidade e inteligência artificial pode coexistir de forma ética e funcional.

Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.

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