Telefones fixos no Brasil: Anatel mostra o país com 20 milhões de linhas em 2025
O tradicional telefone fixo dá sinais de que está se tornando, finalmente, peça de museu: o Brasil encerrou 2025 com apenas 20 milhões de linhas ativas, patamar semelhante ao que o país tinha em 1998, ano da privatização do setor de telecomunicações. Os dados fazem parte do relatório mais recente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que também revela a expansão da internet fixa e o domínio do 4G sobre o 5G no mercado móvel.
Tabela de conteúdos
Queda histórica nos telefones fixos no Brasil
Os números da Anatel apontam para uma queda de cerca de 3 milhões de linhas fixas em relação a 2024. Essa redução confirma a tendência de declínio do serviço, impulsionada pela popularização dos celulares e dos aplicativos de chamadas via internet. O cenário contrasta com o auge da telefonia residencial, no início dos anos 2000, quando possuir uma linha era símbolo de status e investimento.
Hoje, a liderança do setor pertence à Claro, que detém 30,5% das linhas fixas, seguida pela Vivo (25%) e Oi (19,1%). Juntas, essas três empresas continuam dominando o segmento, enquanto pequenas operadoras dividem uma fatia reduzida do mercado.
Ainda de acordo com o levantamento, mais de 52,1% das linhas ativas pertencem a pessoas físicas, o que indica que o telefone fixo permanece presente principalmente em residências, embora sua utilidade tenha diminuído diante das novas formas de comunicação digital.
Fibra óptica domina a banda larga fixa
Se o telefone fixo declina, o mesmo não se pode dizer da internet residencial. O número de acessos de banda larga fixa chegou a 53,9 milhões em 2025, segundo a Anatel. Desse total, 79% utilizam conexões de fibra óptica, tecnologia que garante maior estabilidade e velocidades superiores.
Entre as demais tecnologias, 14,9% dos acessos ainda ocorrem via cabo coaxial — majoritariamente operados pela Claro —, enquanto os acessos via rádio representam 3,3%. Já o serviço via satélite, liderado pela Starlink, soma 1,5%, e os antigos cabos metálicos permanecem com 1,3% de participação.
Telefonia móvel: 4G segue dominante
No segmento de telefonia móvel, o relatório mostra que o 4G continua sendo a tecnologia mais utilizada no Brasil, presente em 66,1% das conexões. Já o 5G, mesmo em expansão nas grandes cidades, representa 21,5% das linhas. Os padrões 2G e 3G, mantidos sobretudo para dispositivos M2M (Machine-to-Machine), somam 12,3% dos acessos.
As três grandes operadoras — Vivo, Claro e TIM — concentram 94,1% de todas as linhas móveis do país. Operadoras regionais, como Algar, Arqia e Surf Telecom, têm juntos pouco mais de 4% de participação. As novas entrantes Brisanet e Unifique ainda buscam espaço com percentuais menores que 0,5%.
O impacto da digitalização nos Telefones fixos no Brasil
A substituição da telefonia tradicional pelas soluções digitais é irreversível. Com a adoção massiva de planos móveis ilimitados e aplicativos como WhatsApp, Telegram e Zoom, as ligações fixas se tornaram, para muitos, um elemento dispensável. As empresas de telecomunicações, por sua vez, reforçam investimentos em internet de alta velocidade e serviços convergentes.
Tendências e perspectivas para 2026
Especialistas projetam que o número de telefones fixos continuará em queda nos próximos anos, podendo chegar a menos de 15 milhões de linhas até 2027. A expansão do 5G e o fortalecimento de conexões via satélite, como as promovidas pela Starlink e outras operadoras globais, devem redesenhar o ecossistema das telecomunicações brasileiras.
Enquanto isso, operadoras regionais tentam se firmar nos nichos locais, oferecendo planos competitivos e suporte personalizado. Contudo, a consolidação ainda é lenta diante do domínio das grandes operadoras nacionais.
Quantas linhas fixas o Brasil tinha em 2025?
Segundo a Anatel, o país encerrou 2025 com 20 milhões de telefones fixos, o menor número em quase três décadas. Esse total representa uma queda de 3 milhões em relação ao ano anterior.
Qual operadora lidera a telefonia fixa no país?
A Claro segue na liderança com 30,5% das linhas fixas em operação, seguida pela Vivo (25%) e pela Oi (19,1%). O restante do mercado está dividido entre diversas operadoras regionais.
Como está a internet banda larga no Brasil?
O Brasil encerrou 2025 com 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa. A tecnologia de fibra óptica representa 79% desse total, enquanto a conexão via cabo coaxial soma 14,9%.
O 5G já superou o 4G no Brasil?
Ainda não. Apesar de crescer rapidamente nas capitais, o 5G representa 21,5% das linhas móveis. O 4G segue dominante, com 66,1% das conexões em atividade.
Telefones fixos: Considerações finais
O panorama de telecomunicações brasileiro evidencia a rápida transição digital pela qual o país ainda passa. Ao mesmo tempo em que o telefone fixo se torna relíquia, a conectividade ultra-rápida, com fibra e 5G, redefine o modo como brasileiros se comunicam, trabalham e consomem conteúdo. A tendência é clara: o futuro das comunicações no Brasil será cada vez mais móvel, digital e interconectado.

