NoticiasMídia Digital

Coyote vs. Acme: crítica da comédia com John Cena

Coyote vs. Acme transforma a antiga guerra entre Wile E. Coyote e o Papa-Léguas em uma comédia de tribunal inventiva, nostálgica e visualmente ambiciosa. Dirigido por Dave Green, o longa coloca o personagem dos Looney Tunes ao lado de um advogado humano interpretado por Will Forte para processar a Acme, companhia responsável por décadas de armadilhas defeituosas. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 27 de agosto de 2026, com distribuição da Paris Filmes.

Em 103 minutos, Coyote vs. Acme usa animação 2D e live-action para dar ao eterno azarado Wile E. Coyote uma chance de confrontar a empresa que sempre o deixou na pior.

Uma premissa simples que ganha novas camadas

O ponto de partida é direto: depois de falhar repetidamente ao tentar capturar o Papa-Léguas, o Coyote decide responsabilizar judicialmente a Acme pelos equipamentos perigosos que comprou. A ideia preserva a lógica clássica dos desenhos — a perseguição impossível, a queda inevitável e a persistência absurda —, mas a reposiciona como uma história de Davi contra Golias. Will Forte interpreta o advogado que assume a causa, enquanto Lana Condor vive sua assistente e John Cena aparece como o representante jurídico da poderosa empresa.

PUBLICIDADE

A trama também ganha um peso curioso fora da tela. Coyote vs. Acme quase foi descartado pela Warner Bros. Discovery como medida de contenção financeira, apesar de já estar concluído. O projeto encontrou um caminho para chegar ao público com a Ketchup Entertainment nos Estados Unidos e a Paris Filmes no Brasil. Esse percurso faz a disputa fictícia contra uma corporação parecer ainda mais irônica, mas o filme não depende desse contexto para funcionar.

Animação e live-action são o maior acerto

Dave Green entende que o apelo dos Looney Tunes está na liberdade visual. Em vez de tratar os personagens animados como simples efeitos especiais colocados em cenários reais, o diretor cria situações em que as regras do desenho contaminam o mundo físico. Uma rua pode se comportar como um tapete; um buraco pode surgir onde não deveria existir; a gravidade pode esperar o momento exato para cobrar seu preço. O resultado tem timing cômico e imaginação suficientes para tornar essa fusão mais consistente do que em vários filmes híbridos anteriores.

O filme parte de uma boa ideia e encontra, na maior parte do tempo, soluções visuais à altura da anarquia dos Looney Tunes.

Avaliação editorial baseada no material-fonte do Omelete

A comparação com Space Jam é inevitável, mas Coyote vs. Acme parece menos interessado em reunir ícones e mais disposto a explorar a linguagem cartunesca. Também se diferencia de Looney Tunes: De Volta à Ação ao concentrar sua energia no Coyote, personagem cuja resistência ao fracasso segue sendo uma das piadas mais duradouras da animação americana.

Elenco humano funciona, mas não domina o filme

Will Forte, Lana Condor e John Cena cumprem bem a tarefa de reagir com seriedade à loucura ao redor. Cena, especialmente, aproveita o papel de advogado da Acme para fazer contraponto à vulnerabilidade do Coyote. Ainda assim, as cenas centradas apenas nos humanos tendem a ter menos força que os momentos em que animação e live-action realmente se encontram. É uma limitação comum em produções que combinam atores com criaturas digitais, como ocorre em partes das franquias Transformers e Godzilla x Kong.

  • Humor físico fiel aos Looney Tunes.
  • Integração criativa entre 2D e live-action.
  • John Cena em um papel cômico eficiente.
  • Mitologia da Acme bem aproveitada.
  • Núcleo humano menos inventivo em alguns trechos.

Por que o Coyote continua sendo um grande personagem

O protagonista não se torna revolucionário só porque ganha voz em uma narrativa maior. A força de Coyote vs. Acme está em respeitar a essência do personagem: ele é obstinado, engenhoso e condenado a perder para o Papa-Léguas. Ao construir um vínculo mais emocional com o coiote e oferecer uma conclusão para essa rivalidade, o filme dá um novo enquadramento a uma dinâmica conhecida sem abandonar sua simplicidade. Participações pontuais de outros Looney Tunes reforçam a sensação de que existe um universo vivo além do processo.

Ficha rápida e data de estreia de Coyote vs. Acme

ItemInformação
DireçãoDave Green
ElencoWill Forte, Lana Condor e John Cena
Duração103 minutos
Estreia no Brasil27 de agosto de 2026
Distribuição brasileiraParis Filmes

Vale a pena assistir Coyote vs. Acme?

Coyote vs. Acme é indicado para quem procura uma comédia familiar com nostalgia, humor visual e uma adaptação que entende o potencial dos Looney Tunes no cinema.

Considerações finais

Coyote vs. Acme chega aos cinemas como uma vitória para um projeto que quase não foi lançado e, principalmente, como uma boa comédia por mérito próprio. A inventividade de Dave Green, o uso expressivo da animação e o carisma do elenco fazem do longa uma homenagem eficaz aos Looney Tunes. Mesmo quando o drama dos humanos reduz o ritmo, a combinação entre Wile E. Coyote, Acme e Papa-Léguas mantém a aventura divertida e criativa.

  1. Quando Coyote vs. Acme estreia no Brasil?

    Coyote vs. Acme estreia nos cinemas brasileiros em 27 de agosto de 2026. A distribuição nacional será feita pela Paris Filmes.

  2. Quem está no elenco de Coyote vs. Acme?

    O elenco reúne Will Forte, Lana Condor e John Cena. Forte vive o advogado do Coyote, enquanto Cena representa a Acme no processo.

  3. Qual é a história de Coyote vs. Acme?

    Wile E. Coyote processa a Acme após anos usando armadilhas defeituosas contra o Papa-Léguas. O filme mistura comédia judicial, animação 2D e live-action.

  4. Coyote vs. Acme tem vídeo ou redes sociais para incorporar?

    Não. O material fornecido não inclui links de vídeos do YouTube, publicações do X/Twitter ou posts do Instagram relacionados diretamente ao filme; por isso, nenhuma incorporação foi adicionada.

PUBLICIDADE

Gabriela Santos

Viciada em duas telas: a do cinema e a do meu setup. Filmes, gadgets e tudo que há de bom no meio.