
Gastos com assinaturas passam de R$ 100 para 46%
Quase metade dos brasileiros já tem gastos com assinaturas acima de R$ 100 por mês. A conclusão é do Relatório Assinaturas 2026, elaborado pela Vindi em parceria com o Opinion Box, que ouviu 1.040 pessoas em todas as regiões do país entre junho e julho. Segundo o levantamento, 46% somam mais de R$ 100 mensais em serviços recorrentes, de streaming e nuvem a inteligência artificial, alimentação e contas essenciais. A margem de erro informada é de três pontos percentuais.
Tabela de conteúdos
Resumo da pesquisa
Dos entrevistados, 29% gastam entre R$ 101 e R$ 200 e 17% ficam na faixa de R$ 201 a R$ 500. Outros 29% desembolsam de R$ 51 a R$ 100, enquanto 19% pagam menos de R$ 50 por mês.
Expectativa de gastos com assinaturas aumenta
O estudo mostra que os gastos com assinaturas devem continuar pressionando o orçamento das famílias. Para os próximos cinco anos, 51% dos brasileiros esperam pagar mais por esses serviços. A taxa era de 46% em 2024 e avançou para 48% em 2025, indicando crescimento contínuo da percepção de custo. No horizonte mais imediato, porém, a projeção é cautelosa: 62% pretendem manter o valor atual nos próximos 12 meses, e 22% acreditam que irão gastar mais.
A expansão das assinaturas não está limitada ao entretenimento: contas básicas, ferramentas digitais e serviços de bem-estar também entram na soma mensal.
Streaming lidera, enquanto IA e nuvem avançam
O streaming permanece como a categoria mais popular, citado por 79% da amostra. Música e podcasts aparecem em 55% das respostas, e cursos online, em 33%. Ao mesmo tempo, serviços antes vistos como complementares passaram a disputar espaço fixo no orçamento: assinaturas de nuvem alcançam 43%, alimentação chega a 42% e ferramentas de inteligência artificial são usadas por 34% dos entrevistados. Serviços voltados a pets completam 23%.
| Categoria de assinatura | Participação na pesquisa | Impacto no orçamento |
|---|---|---|
| Streaming | 79% | Principal serviço recorrente |
| Música e podcasts | 55% | Complementa o entretenimento |
| Nuvem | 43% | Amplia o gasto digital |
| Inteligência artificial | 34% | Categoria em expansão |
A soma de planos aparentemente acessíveis ajuda a explicar o aumento. A pauta cita, como exemplos, planos de streaming da Netflix a partir de R$ 20,90 e a versão paga do ChatGPT a partir de R$ 39,99. Esses valores não representam a despesa de todos os usuários nem incluem todos os planos disponíveis, mas ilustram como duas ou mais cobranças podem elevar rapidamente os gastos mensais com assinaturas.
Contas essenciais entram nas cobranças recorrentes em gastos com assinaturas
Para muitos consumidores, o conceito de assinatura também abrange débitos automáticos de serviços essenciais. A pesquisa aponta que 87% têm alguma conta dessa natureza em cobrança recorrente. Internet é citada por 77%, energia elétrica por 74%, celular pós-pago por 64% e água por 62%. Academias e plataformas de atividade física, como Wellhub e TotalPass, aparecem em 44% das respostas.
Essa mudança de hábito exige uma leitura mais ampla das finanças pessoais. Ao revisar gastos com assinaturas, vale separar as contas indispensáveis dos serviços que podem ser pausados, compartilhados dentro das regras de cada plataforma ou trocados por planos mais baratos. A recomendação é conferir mensalmente a fatura do cartão, os débitos em conta e as renovações automáticas para localizar cobranças esquecidas.
- Liste streaming, nuvem, IA e aplicativos pagos.
- Separe contas essenciais de serviços opcionais.
- Confira reajustes e datas de renovação automática.
- Cancele planos sem uso recorrente comprovado.
Cartão de crédito domina; Pix ainda busca espaço
O cartão de crédito segue como a principal forma de pagamento das assinaturas, utilizado por 65% dos brasileiros. O Pix ocupa a segunda posição, com 16%, acima dos 13% registrados em 2025. Débito em conta representa 9%, boleto bancário soma 5%, carteiras digitais ficam em 3% e cartões de loja, em 2%.
Segundo Monisi Costa, head de pagamentos da Vindi, o Pix convencional ainda pede uma autorização a cada cobrança, o que reduz sua conveniência para serviços recorrentes. O Pix Automático, modalidade que permite autorizar pagamentos futuros antecipadamente, pode diminuir esse obstáculo à medida que for adotado por empresas e consumidores. Ainda assim, o usuário deve acompanhar autorizações, valores e regras de cancelamento.
O que os dados indicam para os próximos anos
Os números sugerem um mercado de assinaturas mais diversificado e menos dependente apenas de filmes, séries e música. A consolidação de ferramentas de inteligência artificial, armazenamento em nuvem e serviços ligados à rotina tende a tornar as cobranças recorrentes mais presentes. Para o consumidor, o desafio será manter visibilidade sobre o total pago e avaliar se o benefício de cada serviço justifica sua permanência no orçamento.
Fonte dos dados: Relatório Assinaturas 2026, da Vindi em parceria com o Opinion Box, conforme informações publicadas pelo Canaltech em 28 de agosto de 2026.
Quantos brasileiros gastam mais de R$ 100 com assinaturas?
São 46% dos entrevistados. O percentual reúne quem paga de R$ 101 a R$ 200 e de R$ 201 a R$ 500 por mês em serviços recorrentes.
Qual é a assinatura mais popular no Brasil?
O streaming lidera com 79% das respostas. Música, podcasts, nuvem, cursos online e inteligência artificial também pesam no orçamento mensal.
Como os brasileiros pagam as assinaturas mensais?
O cartão de crédito é usado por 65% da amostra. O Pix vem depois, com 16%, mas exige autorização a cada cobrança no formato convencional.
O Pix Automático pode facilitar cobranças recorrentes?
Sim. O Pix Automático permite autorizar pagamentos futuros de forma antecipada, reduzindo uma etapa operacional das assinaturas e débitos recorrentes.
Considerações finais
Os gastos com assinaturas já ultrapassam R$ 100 por mês para uma parcela relevante dos brasileiros e devem crescer com a diversificação de serviços. Monitorar streaming, nuvem, inteligência artificial, débitos automáticos e métodos de pagamento é a forma mais direta de evitar que pequenas cobranças recorrentes escapem do planejamento financeiro.
