
Riot Vanguard ganha modo sob demanda no PC
O Riot Vanguard vai deixar de rodar o tempo todo em parte dos PCs. A Riot Games anunciou uma mudança importante no funcionamento do seu anti-cheat em nível de kernel: em máquinas consideradas “suficientemente seguras”, o software não será mais iniciado automaticamente junto com o Windows e passará a funcionar apenas durante sessões de jogo. A novidade vale para usuários que cumprirem requisitos modernos de segurança, como Windows 11 25H2 ou superior, Secure Boot, TPM 2.0 e proteções baseadas em virtualização.
Em resumo: o Riot Vanguard terá um “interruptor” parcial, mas só para computadores que atendam aos critérios de segurança definidos pela Riot Games.
Tabela de conteúdos
O que muda no Riot Vanguard
Desde 2020, o Riot Vanguard é alvo de debates por permanecer ativo em segundo plano mesmo quando o jogador não está com Valorant ou outro título compatível aberto. O motivo técnico é conhecido: por operar em nível de kernel, o sistema tem acesso profundo ao funcionamento do computador, o que ajuda a detectar trapaças avançadas, drivers suspeitos e manipulações antes ou durante a execução do jogo.
Com o novo modelo sob demanda, o driver do Vanguard não precisa carregar no boot do Windows em todos os casos. Em PCs aprovados, ele será acionado quando o jogo for iniciado e encerrado quando a partida terminar. Na prática, isso aproxima o anti-cheat da Riot do comportamento de outras soluções kernel-level, que costumam ficar ativas somente durante o gameplay.
A grande condição: PC “suficientemente seguro”
A mudança não será universal. Phillip Koskinas, chefe de anti-cheat da Riot, afirmou que o modo sob demanda começará a ser liberado para “dispositivos de PC suficientemente seguros”. A frase é central para entender a atualização: se o computador não cumprir os requisitos, o Riot Vanguard continuará funcionando como antes, com execução persistente em segundo plano.
“O Vanguard começará a oferecer suporte a sessões sob demanda em todos os dispositivos de PC suficientemente seguros.”
Phillip Koskinas, chefe de anti-cheat da Riot Games
Segundo a Riot, cerca de 35% dos usuários já devem atender às exigências e receberão o novo comportamento automaticamente após a atualização. Para os demais, o caminho pode ser mais técnico, pois alguns recursos precisam ser ativados na BIOS ou UEFI da placa-mãe.
Requisitos: Windows 11, TPM 2.0 e Secure Boot
O Riot Vanguard sob demanda depende de proteções modernas do Windows e do hardware. A Riot cita mecanismos de segurança antes da inicialização do sistema e recursos internos capazes de preservar a integridade do ambiente sem exigir monitoramento constante do anti-cheat.
| Recurso | Função | Impacto para o jogador |
| Windows 11 25H2 ou superior | Base moderna de segurança | Necessário para o modo sob demanda |
| TPM 2.0 | Protege chaves e integridade | Pode exigir ativação na BIOS |
| UEFI Secure Boot | Valida o boot do sistema | Impede inicialização alterada |
| VBS, HVCI e IOMMU | Isolam processos sensíveis | Reduzem risco de manipulação |
Esses termos podem parecer distantes para jogadores iniciantes, mas têm um papel claro: garantir que o sistema não foi adulterado antes de o jogo abrir. Assim, a Riot troca parte da vigilância contínua do Riot Vanguard por uma confiança maior na cadeia de segurança do próprio Windows.
Por que o anti-cheat da Riot era criticado
A controvérsia em torno do Riot Vanguard nunca foi apenas sobre combater cheaters. A principal preocupação de parte da comunidade era a combinação entre acesso em nível de kernel e funcionamento 24 horas por dia. Um programa com privilégios elevados pode, em tese, interagir com áreas sensíveis do sistema operacional; por isso, transparência, auditoria e limitação de escopo são temas recorrentes.
Para a Riot Games, porém, esse nível de acesso continua sendo necessário em jogos competitivos, especialmente diante de trapaças que usam drivers, virtualização, bootkits e manipulação de memória. A empresa não está abandonando a arquitetura do Vanguard. Ela está ajustando quando essa arquitetura entra em ação.
O impacto para Valorant, League of Legends e jogadores
Para quem tem um PC compatível, a mudança deve ser percebida como uma redução de intrusão no uso diário. O ícone do Vanguard deixará de ocupar espaço constante na bandeja do sistema, e o driver não precisará ficar carregado enquanto o usuário trabalha, navega ou joga outros títulos. Ainda assim, ao abrir um jogo protegido, o anti-cheat continuará operando com acesso profundo.
- PCs compatíveis terão Vanguard sob demanda.
- Máquinas fora dos requisitos seguem no modo atual.
- Secure Boot e TPM 2.0 podem exigir configuração manual.
- O anti-cheat continua em nível de kernel durante o jogo.
- A atualização não elimina todas as críticas de privacidade.
Jogadores de Valorant devem sentir o impacto com mais clareza, já que o título foi o primeiro grande laboratório público do Vanguard. Em League of Legends, onde a adoção do sistema também gerou resistência em parte da comunidade, a mudança pode ajudar a reduzir a percepção de excesso, embora não resolva todas as objeções técnicas.
O que significa “sob demanda”
No novo modelo, o Riot Vanguard é carregado apenas quando necessário para proteger a sessão de jogo e pode ser desligado depois, desde que o PC mantenha uma base segura validada pelo Windows e pelo hardware.
A mudança resolve o debate?
Resolve apenas parte dele. A atualização responde a uma reclamação prática: a presença constante do Riot Vanguard no computador. No entanto, o ponto mais sensível permanece. Quando ativo, o anti-cheat ainda funciona em nível de kernel, com privilégios elevados. Para jogadores competitivos, isso pode ser um preço aceitável para partidas mais justas. Para usuários mais preocupados com privacidade e controle do sistema, a desconfiança deve continuar.
A direção adotada pela Riot é significativa porque reconhece que segurança e conveniência precisam caminhar juntas. Em vez de monitorar tudo o tempo todo, o Vanguard passa a depender mais de Secure Boot, TPM 2.0, VBS, HVCI e IOMMU para garantir que o ambiente já começa confiável antes da partida.
Perguntas Frequentes sobre Riot Vanguard sob demanda
O Riot Vanguard vai parar de iniciar com o Windows?
Sim, mas apenas em PCs compatíveis. O modo sob demanda depende de Windows 11 25H2, TPM 2.0, Secure Boot e outras proteções modernas.
O Vanguard deixará de ser um anti-cheat em nível de kernel?
Não. Ele continuará operando em nível de kernel durante o jogo, mas poderá ser desligado quando a sessão terminar em sistemas aprovados.
Todos os jogadores receberão o modo sob demanda?
Não imediatamente. A Riot estima que cerca de 35% dos usuários já cumprem os requisitos; os demais podem precisar ajustar BIOS, TPM e Secure Boot.
A mudança melhora a privacidade no PC?
Ela reduz a execução contínua do Riot Vanguard, mas não remove o acesso profundo quando o anti-cheat está ativo durante partidas protegidas.
Considerações finais
O novo modo sob demanda do Riot Vanguard é uma mudança relevante para jogadores de PC, principalmente porque reduz a sensação de monitoramento permanente. A novidade, porém, vem com uma condição importante: só funciona em máquinas com recursos modernos de segurança ativados. Para a Riot Games, é uma forma de manter o combate a cheats sem exigir presença constante do software. Para a comunidade, será um teste de confiança entre proteção competitiva, privacidade e controle do próprio computador.
