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IA no futebol: Google leva TacticAI ao Brasil

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A IA no futebol ganhou novos capítulos no Brasil: o Google anunciou que a ferramenta TacticAI, criada pelo Google DeepMind, já está em uso pelo Palmeiras e também será adotada pela Seleção Brasileira. A empresa ainda revelou a recriação, com Gemini Omni, de um gol histórico de Pelé contra o Juventus, em 1959, lance que nunca teve registro em vídeo. As novidades foram apresentadas durante o Google For Brasil, realizado em São Paulo em 10 de junho de 2026, em meio ao clima de preparação para a Copa do Mundo.

Em resumo: o TacticAI ajuda com análise de jogo, movimentações e posicionamentos; o Gemini Omni foi usado para reconstruir visualmente um lance histórico sem filmagem.

O que é o TacticAI e por que ele importa

O TacticAI é uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google DeepMind para apoiar comissões técnicas na leitura de partidas. Em vez de observar apenas estatísticas isoladas, o sistema analisa padrões coletivos, ações individuais e possíveis consequências táticas de cada movimento em campo. Na prática, a IA no futebol passa a atuar como uma camada adicional de interpretação para treinadores, analistas de desempenho e departamentos de dados.

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Segundo as informações divulgadas no evento, o Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a usar o TacticAI em situações de jogo aberto. Esse detalhe é importante porque a tecnologia já vinha sendo associada a lances de bola parada, como escanteios, faltas laterais e cobranças ensaiadas. Agora, o uso se expande para cenários mais dinâmicos, nos quais atletas se movimentam ao mesmo tempo e as decisões precisam considerar múltiplas variáveis.

Palmeiras vira pioneiro na América Latina

A adoção pelo Palmeiras reforça uma tendência que já vinha crescendo no esporte profissional: clubes querem transformar vídeo, rastreamento e dados em vantagem competitiva. Com o TacticAI, a comissão pode avaliar, por exemplo, como o deslocamento de um zagueiro altera a linha defensiva, como um meio-campista abre espaço para infiltração ou como uma pressão coordenada reduz opções de passe do adversário.

Esse tipo de análise tática com inteligência artificial não substitui a experiência humana. O treinador continua responsável por definir estratégia, escalação e ajustes. A diferença é que a IA no futebol pode oferecer simulações e comparações quantitativas que seriam difíceis de calcular manualmente durante a rotina intensa de treinos, viagens e jogos.

  • Previsão de movimentações e posicionamentos em campo.
  • Análise quantitativa de opções táticas.
  • Relação entre ações individuais e comportamento coletivo.
  • Apoio à preparação contra diferentes adversários.

Seleção Brasileira também deve usar a tecnologia

Além do Palmeiras, a Seleção Brasileira também deve adotar o TacticAI. O anúncio aproxima a tecnologia de um dos ambientes mais exigentes do esporte: a preparação de uma equipe nacional para competições internacionais. Em ciclos de Copa do Mundo, cada detalhe pode pesar, especialmente em jogos de mata-mata, nos quais leitura tática, substituições e bolas paradas costumam decidir confrontos equilibrados.

A entrada da ferramenta na Seleção indica que a IA no futebol não deve ficar restrita a clubes com grandes estruturas. Ela tende a influenciar metodologias de observação, relatórios de desempenho e estudos sobre adversários. A adoção, porém, também exige cuidado: dados precisam ser interpretados com contexto, pois um modelo pode apontar padrões prováveis, mas não elimina fatores humanos como confiança, desgaste físico, improviso e leitura emocional da partida.

Gol de Pelé é recriado com Gemini Omni

O segundo anúncio une tecnologia, memória esportiva e inteligência artificial generativa. O Google usou o Gemini Omni para recriar o gol de Pelé contra o Juventus, marcado em 1959. O lance é considerado pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua carreira, mas não há registro em vídeo da jogada. A ausência de imagens em movimento transformou o episódio em um caso simbólico para testar novas formas de reconstrução audiovisual.

Para criar a peça, o Google recorreu a fotografias da partida e depoimentos de jogadores que estavam presentes. O resultado será apresentado em um minidocumentário previsto para o fim de junho.

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Por que o gol de 1959 é especial?

O gol de Pelé contra o Juventus é lembrado por relatos de dribles, controle de bola e finalização, mas sua história sempre dependeu de memória oral, fotografias e descrições jornalísticas.

Recriação histórica exige transparência

A recriação do gol levanta uma discussão importante: quando a inteligência artificial preenche lacunas visuais de um evento real, o público precisa saber o que é documento histórico e o que é reconstrução estimada. Nesse caso, o valor do projeto está menos em “provar” como foi cada milímetro do lance e mais em aproximar novas gerações de um momento que marcou a cultura do futebol brasileiro.

Essa distinção é essencial para E-E-A-T, especialmente em jornalismo e tecnologia. Fotografias e depoimentos servem como fontes, mas a imagem final criada por IA deve ser entendida como interpretação visual baseada em evidências, não como filmagem original. A IA no futebol, portanto, avança tanto na performance esportiva quanto na preservação de memória, desde que haja clareza sobre métodos e limites.

NovidadeTecnologiaUso principal
TacticAI no PalmeirasGoogle DeepMindAnálise de jogo aberto e opções táticas
TacticAI na SeleçãoIA aplicada ao desempenhoPreparação para jogos e adversários
Gol de Pelé recriadoGemini OmniReconstrução audiovisual histórica

O impacto da IA no futebol brasileiro

O anúncio do Google mostra como a fronteira entre tecnologia e esporte está ficando mais estreita. A IA no futebol pode ajudar clubes a tomar decisões mais rápidas, organizar treinos com base em cenários prováveis e entender melhor como pequenas mudanças afetam o comportamento coletivo. Para torcedores, a tendência também pode aparecer em transmissões, documentários, estatísticas avançadas e conteúdos interativos.

Ao mesmo tempo, é improvável que modelos de IA eliminem a imprevisibilidade que torna o futebol tão popular. Um passe inesperado, uma falha técnica, uma lesão ou um gesto genial continuam fora de qualquer previsão perfeita. O papel dessas ferramentas é ampliar a leitura do jogo, não transformar o esporte em equação fechada.

Perguntas Frequentes sobre TacticAI, Gemini Omni e Pelé

  1. O que é o TacticAI do Google DeepMind?

    É uma ferramenta de IA para análise tática. Ela prevê movimentações, posicionamentos e relações entre ações individuais e coletivas durante partidas.

  2. Qual clube brasileiro usa o TacticAI?

    O Palmeiras já usa a tecnologia. Segundo o Google, o clube é pioneiro na América Latina no uso do TacticAI para análise de jogo aberto.

  3. A Seleção Brasileira vai usar IA no futebol?

    Sim, a Seleção Brasileira deve adotar o TacticAI. A ferramenta pode apoiar preparação, estudos de adversários e leitura de cenários táticos.

  4. Como o Google recriou o gol de Pelé de 1959?

    O Google usou o Gemini Omni com fotografias e depoimentos. A recriação é uma interpretação visual, não uma filmagem original do lance.

  5. Há vídeo do gol de Pelé contra o Juventus?

    Não há registro em vídeo conhecido do lance. O material criado com IA será exibido em um minidocumentário previsto para o fim de junho.

Considerações finais

Com TacticAI, Gemini Omni e a recriação do gol de Pelé, o Google coloca a inteligência artificial em duas frentes complementares: desempenho esportivo e memória histórica. A IA no futebol promete melhorar análises táticas e, ao mesmo tempo, abrir novas formas de contar histórias que ficaram sem registro visual. O desafio será usar esses recursos com transparência, contexto e respeito aos limites entre dado, simulação e narrativa.

Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.