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Microsoft testa modelos abertos no Copilot Cowork

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A Microsoft está avaliando modelos abertos para o Copilot Cowork, seu aplicativo de trabalho agentivo voltado a empresas usuárias do Microsoft 365 Copilot. Segundo apuração do TestingCatalog publicada em 18 de junho de 2026, a análise vai além do DeepSeek e inclui diferentes modelos open-weight que poderiam ser executados em infraestrutura da própria Microsoft, especialmente no Azure. A decisão ainda não chegou à produção, mas indica uma mudança estratégica: separar a camada de modelos da camada de orquestração para escolher, tarefa por tarefa, a opção mais barata, rápida, segura e eficiente.

O que a Microsoft está testando no Copilot Cowork

De acordo com fontes citadas pelo TestingCatalog, as equipes responsáveis pelo Copilot Cowork testam um conjunto amplo de modelos abertos e modelos de pesos abertos como possíveis bases para o produto. A Axios havia informado antes que a Microsoft considerava usar uma versão do DeepSeek hospedada pela própria empresa como alternativa mais barata. A nova informação amplia esse cenário: o DeepSeek seria apenas uma das famílias em avaliação.

Na prática, a Microsoft quer entender quais modelos abertos conseguem cumprir requisitos corporativos sem comprometer qualidade, segurança, conformidade e controle de dados. O Copilot Cowork foi criado para usuários empresariais, um público que espera estabilidade, governança e integração com o Microsoft 365. Por isso, o custo do modelo é importante, mas não é o único critério.

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Publicação de Ina Fried, da Axios, citada na apuração original sobre DeepSeek e Copilot Cowork.

Separar modelo e orquestração muda a arquitetura

O ponto técnico mais relevante é a separação entre a camada do modelo e o “harness”, ou seja, o sistema que organiza ferramentas, instruções, contexto, permissões e fluxos de trabalho. Com essa arquitetura, a orquestração do Copilot Cowork permanece estável enquanto os modelos subjacentes podem ser trocados conforme a tarefa.

Essa lógica permitiria direcionar tarefas complexas para APIs de fronteira, como modelos mais avançados de grandes laboratórios, e encaminhar tarefas repetitivas ou menos sensíveis para modelos abertos hospedados no Azure. Em fluxos agentivos longos, essa flexibilidade pode reduzir custos de computação e latência sem necessariamente prejudicar a experiência do usuário.

Por que modelos abertos importam

Modelos abertos podem ser ajustados, hospedados e monitorados com mais controle pela empresa, o que ajuda em custo, privacidade, auditoria e escolha de infraestrutura.

Benefícios para clientes do Microsoft 365 Copilot

Para clientes corporativos, a adoção de modelos abertos no Copilot Cowork poderia trazer preços mais flexíveis e mais opções de configuração. Em vez de depender de um único provedor externo, a Microsoft poderia oferecer uma combinação de modelos proprietários, modelos open-weight e modelos hospedados internamente no Azure.

O benefício mais visível seria econômico. Agentes de IA que trabalham por longos períodos, executam tarefas em cadeia e consultam várias ferramentas podem consumir muitos tokens. Se parte dessas tarefas for atendida por modelos mais baratos, o custo operacional cai. Isso é especialmente importante em organizações que pretendem escalar o uso do Copilot Cowork para milhares de funcionários.

  • Menor custo em tarefas repetitivas e fluxos agentivos longos.
  • Mais controle sobre dados empresariais sensíveis.
  • Possibilidade de roteamento por tarefa, custo e latência.
  • Uso de modelos hospedados pela Microsoft no Azure.
  • Governança alinhada ao ambiente do Microsoft 365 Copilot.

Pressão sobre os modelos MAI da Microsoft

A avaliação também cria uma disputa interna. A Microsoft vem promovendo seus modelos MAI como parte de um esforço para se posicionar entre os principais laboratórios de inteligência artificial, ao lado de OpenAI, Anthropic e Google. Se modelos abertos chineses ou open-weight entregarem desempenho suficiente para alimentar partes do Copilot Cowork, as equipes internas da Microsoft terão um parâmetro de comparação mais exigente.

Esse benchmark é importante porque o mercado de IA se move rapidamente. Modelos abertos evoluem em ritmo acelerado, muitas vezes com custos menores e comunidades técnicas ativas. Para a Microsoft, usar esses modelos não significa abandonar suas próprias iniciativas, mas pode aumentar a pressão para que os modelos MAI sejam competitivos em qualidade, eficiência e segurança.

Segundo fontes familiarizadas com a avaliação, esses desenvolvimentos com modelos abertos ainda não chegaram à produção no Copilot Cowork.

TestingCatalog, em apuração publicada em 18 de junho de 2026

O que ainda falta para chegar à produção

A pergunta central não é se a Microsoft consegue conectar outro modelo ao Copilot Cowork. Tecnicamente, a arquitetura parece caminhar nessa direção. O desafio é provar que cada modelo atende às expectativas empresariais quando custo, compliance, segurança, qualidade da tarefa e confiabilidade são avaliados ao mesmo tempo.

Em ambientes corporativos, um modelo precisa lidar com permissões, dados internos, documentos confidenciais e ações automatizadas. Um erro pode gerar impacto operacional, exposição de informações ou decisões inadequadas. Por isso, modelos abertos usados em produtos como o Copilot Cowork precisam passar por testes rigorosos, políticas de segurança e mecanismos de monitoramento.

Também há uma questão de execução local no futuro. A reportagem menciona que, com o amadurecimento de modelos menores, algumas tarefas leves poderão se tornar candidatas a processamento local. Isso reduziria latência e dependência de nuvem em determinados cenários, embora a adoção em larga escala ainda dependa de hardware, governança e integração com os sistemas corporativos.

Como isso afeta a estratégia de IA da Microsoft

A movimentação reforça uma tendência maior: grandes plataformas de IA estão deixando de depender de um único modelo para tudo. Em produtos empresariais, a vantagem pode estar menos em escolher um “modelo vencedor” e mais em construir uma camada inteligente de roteamento, capaz de selecionar o modelo certo para cada tarefa.

Para a Microsoft, isso combina com sua posição como fornecedora de nuvem, produtividade e ferramentas corporativas. O Azure pode hospedar modelos abertos, o Microsoft 365 fornece o contexto de trabalho e o Copilot Cowork atua como interface agentiva. Se a empresa conseguir equilibrar custo, desempenho e segurança, a abordagem pode tornar o Copilot mais competitivo em grandes contratos empresariais.

Até agora, os modelos abertos no Copilot Cowork seguem em teste; não há confirmação de uso em produção nem decisão final anunciada pela Microsoft.


Perguntas Frequentes sobre Copilot Cowork e modelos abertos

  1. A Microsoft já usa modelos abertos no Copilot Cowork?

    Ainda não. A avaliação segue em testes internos, sem confirmação de uso em produção no Copilot Cowork. A decisão depende de custo, segurança, compliance e qualidade das tarefas.

  2. O DeepSeek será o modelo principal do Copilot Cowork?

    Não há decisão final. O DeepSeek é uma das opções avaliadas, mas a apuração indica que a Microsoft testa uma gama mais ampla de modelos abertos e open-weight.

  3. Por que a Microsoft quer modelos hospedados no Azure?

    Hospedar modelos no Azure pode reduzir dependência externa, melhorar controle de dados e otimizar custos em fluxos agentivos longos usados por empresas.

  4. Isso substitui os modelos MAI da Microsoft?

    Não necessariamente. A avaliação cria comparação e pressão competitiva, mas os modelos MAI continuam parte da estratégia da Microsoft em inteligência artificial.

Considerações finais

A avaliação de modelos abertos para o Copilot Cowork mostra que a Microsoft busca uma arquitetura mais flexível para IA corporativa. Em vez de apostar em apenas um provedor ou uma única família de modelos, a empresa testa um caminho baseado em roteamento, governança e eficiência. O movimento pode reduzir custos, ampliar opções para clientes do Microsoft 365 Copilot e pressionar os modelos MAI a competir com alternativas abertas em rápida evolução.

Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.