
Starlink no celular: Vivo testa D2D no Brasil
A Starlink no celular pode chegar ao Brasil pela Vivo em breve. A operadora negocia com a SpaceX para testar e, futuramente, oferecer a tecnologia Direct-to-Device, conhecida como D2D, que conecta smartphones diretamente a satélites sem antena externa.
A Anatel autorizou a Telefônica Brasil, dona da Vivo, a realizar testes em todo o território nacional entre 19 de julho e 22 de outubro de 2026.
Tabela de conteúdos
O que a Vivo negocia com a SpaceX
Segundo informações publicadas pelo Tele.Síntese e repercutidas pelo Canaltech, a Vivo está em tratativas com a SpaceX para usar a rede da Starlink no celular. Se o acordo avançar, a operadora poderá ser a primeira do país a comercializar conexão via satélite diretamente em smartphones compatíveis.
A proposta é usar o Direct-to-Device como extensão da rede móvel tradicional. Na prática, o serviço deve funcionar principalmente em áreas sem cobertura de 4G ou 5G, como regiões rurais, estradas, zonas de baixa densidade populacional e locais onde instalar antenas terrestres é caro ou inviável.
Como serão os testes autorizados pela Anatel
A autorização da Agência Nacional de Telecomunicações permite o uso de até 50 terminais móveis durante o período de testes. O ato regulatório não cita nominalmente a empresa do segmento satelital, mas fontes do setor apontam a SpaceX como parceira da Vivo no experimento.
| Item regulatório | Detalhe do teste |
| Período | 19 de julho a 22 de outubro de 2026 |
| Terminais | Até 50 celulares ou dispositivos móveis |
| Frequências | 2.567,5 MHz e 2.687,5 MHz |
| Potência máxima | 100 watts de transmissão |
As frequências terão largura de faixa de 5 MHz. O uso ocorrerá em caráter secundário, o que significa que a Vivo não terá proteção contra interferências de sistemas primários e deverá interromper transmissões caso afete serviços já existentes.
Como funciona o Direct-to-Device
O Direct-to-Device permite que celulares se comuniquem diretamente com satélites de baixa órbita. Diferentemente da internet residencial da Starlink, a tecnologia não exige uma antena dedicada apontada para o céu, pois usa componentes integrados a smartphones compatíveis.
- O celular busca sinal de satélite em área sem rede móvel.
- O satélite atua como uma extensão da rede da operadora.
- A conexão pode permitir mensagens, chamadas e dados.
- A capacidade ainda é menor que a de redes 5G convencionais.
- O D2D complementa a cobertura móvel, não substitui antenas terrestres.
D2D não é internet 5G via satélite
A Starlink no celular tende a ser útil para conectividade básica em emergências e locais remotos. Velocidade, latência e estabilidade devem depender da rede satelital, do aparelho e das regras comerciais.
O que falta para a oferta comercial
A Anatel também publicou uma retificação que abre caminho para uma futura exploração comercial dentro do sandbox regulatório. Esse ambiente permite testes supervisionados antes da criação de regras permanentes para novos serviços de telecomunicações.
Além disso, a agência atualizou o Plano de Destinação, Distribuição e Canalização de Frequências, o PDFF, incluindo previsão de faixas voltadas ao Direct-to-Device. Esse passo é importante porque organiza o uso do espectro e reduz incertezas para operadoras, fabricantes e empresas de satélite.
Durante os testes, a Vivo deverá compartilhar informações técnicas com a Anatel, comunicar falhas e entregar um relatório detalhado ao fim do experimento. Esses dados serão decisivos para avaliar interferências, desempenho, cobertura e viabilidade de uma oferta nacional.
TIM e Claro também avaliam conexão via satélite
A corrida pela Starlink no celular não envolve apenas a Vivo. TIM e Claro também mantêm conversas com a SpaceX e outras companhias de satélites de baixa órbita para estudar serviços semelhantes no Brasil.
O interesse das operadoras reflete uma tendência global: usar satélites como camada complementar de cobertura, sobretudo em países de grande extensão territorial. No Brasil, a tecnologia pode beneficiar áreas da Amazônia, interior, rodovias e comunidades distantes dos centros urbanos.
Quando a Starlink no celular chega ao Brasil?
Ainda não há data comercial confirmada, preço definido ou lista de celulares compatíveis. Por enquanto, a autorização cobre testes técnicos limitados. Mesmo assim, a negociação entre Vivo e SpaceX indica que a chegada da Starlink no celular entrou em uma fase mais concreta no país.
Se os resultados forem positivos e a regulamentação avançar, a oferta poderá surgir como recurso adicional nos planos móveis. O cenário mais provável é um serviço voltado primeiro a mensagens, chamadas ou conectividade básica em locais sem sinal convencional.
Perguntas frequentes sobre Starlink no celular com Vivo testa D2D no Brasil
A Starlink no celular já funciona no Brasil?
Ainda não comercialmente. A Vivo recebeu autorização para testes técnicos com D2D sob supervisão da Anatel entre julho e outubro de 2026.
Será preciso comprar antena da Starlink?
Não para o Direct-to-Device. A proposta é conectar smartphones compatíveis diretamente aos satélites de baixa órbita, sem antena externa.
O D2D substitui o 5G da Vivo?
Não. O D2D é complemento de cobertura para áreas sem rede móvel. A capacidade tende a ser inferior à das redes 4G e 5G convencionais.
Quais operadoras estudam internet via satélite no celular?
Vivo, TIM e Claro avaliam soluções com a SpaceX e outras empresas de satélites de baixa órbita para ampliar cobertura no Brasil.
Considerações finais
A negociação entre Vivo e SpaceX coloca a Starlink no celular mais perto do mercado brasileiro, mas a oferta ainda depende de testes, relatório técnico e validação regulatória. Se aprovada, a tecnologia D2D poderá reduzir zonas sem sinal e ampliar a conectividade em regiões remotas do país.
Fonte: Tele.Síntese, Canaltech e autorização regulatória da Anatel.
