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Uber demite 3,3 mil e reduz home office

A Uber anunciou, em 2 de setembro de 2026, uma reestruturação global que prevê a demissão de cerca de 3,3 mil pessoas — aproximadamente 10% do quadro — e restringe o trabalho totalmente remoto a perto de 1% dos funcionários. Segundo informações à Reuters pela reportagem original, o objetivo é simplificar a empresa, cortar camadas de gestão e liberar recursos para transporte por aplicativo, delivery e robotáxis.

O que muda na Uber

A Uber demite 3,3 mil funcionários, reduz posições gerenciais, reorganiza áreas e mantém o modelo híbrido com presença no escritório em ao menos três dias por semana para a maior parte da equipe.

Cortes reduzem quadro a patamar próximo ao de 2021

De acordo com a Reuters, a companhia tinha cerca de 34 mil funcionários no fim de 2025. Se a estimativa de cortes se confirmar, a força de trabalho ficará próxima de 30 mil pessoas, um nível semelhante ao registrado em 2021. A decisão foi comunicada internamente pelo CEO Dara Khosrowshahi.

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Na mensagem aos empregados, a justificativa foi a complexidade acumulada após anos de expansão. A empresa avalia que a multiplicação de produtos, negócios e estruturas criou mais instâncias de coordenação, responsabilidades fragmentadas e demora na tomada de decisões. Assim, quando a Uber demite 3,3 mil funcionários, o movimento não é apresentado apenas como redução de despesas, mas como uma tentativa de redesenhar a operação.

Menos gerentes e equipes mais integradas

A reestruturação inclui uma redução de 20% entre profissionais que estão sete ou mais níveis abaixo do CEO. Parte dos gerentes deverá deixar a função de liderança e passar a atuar como colaborador individual. A Uber também pretende quase cortar pela metade o número de equipes com apenas um ou dois subordinados.

  • Redução de camadas hierárquicas e de gerentes.
  • Combinação de equipes consideradas pequenas.
  • Integração de engenharia, ciência e delivery.
  • Reunião das operações de restaurantes, varejo e vendas diretas.
  • Economia destinada a áreas prioritárias de mobilidade.

Essa integração é relevante porque aproxima áreas técnicas e comerciais que sustentam o ecossistema da plataforma. Ao concentrar as operações de entrega, a companhia pode buscar decisões mais rápidas entre logística, produto, dados e parceiros. Ainda assim, a empresa não detalhou publicamente quais escritórios, países ou funções serão mais afetados.

Home office integral fica restrito a cerca de 1%

O trabalho remoto é outro ponto central. A política geral de presença física de três dias por semana será mantida, enquanto somente cerca de 1% do quadro poderá atuar de forma totalmente remota. A Uber pretende concentrar profissionais em escritórios estratégicos, limitando exceções ao modelo presencial.

A mudança atinge principalmente empregados corporativos; ela não deve ser confundida com as regras aplicadas a motoristas e entregadores parceiros da plataforma.

O endurecimento acompanha uma tendência vista em grandes empresas de tecnologia desde o fim das restrições da pandemia. No caso atual, porém, a volta ao escritório está ligada diretamente à reorganização interna: a companhia quer equipes mais concentradas e com menos níveis entre a execução e a liderança.

Robotáxis guiam investimentos da empresa

Ao mesmo tempo em que a Uber demite 3,3 mil funcionários, a companhia pretende direcionar recursos para transporte, entregas e veículos autônomos. O segmento de robotáxis é estratégico porque pode alterar o custo e o funcionamento do transporte por aplicativo, embora ainda dependa de tecnologia, regulação local, segurança e escala operacional.

FrenteMudançaObjetivo declarado
EstruturaMenos níveis e equipes pequenasAgilizar decisões
TrabalhoRemoto integral perto de 1%Concentrar times
MobilidadeParcerias de robotáxisExpandir veículos autônomos

A Waymo, referência nos Estados Unidos em táxis autônomos, já atende usuários em algumas cidades por meio do aplicativo da Uber e, paralelamente, amplia seus próprios serviços. A Tesla também disputa espaço no desenvolvimento de veículos autônomos. Segundo a Reuters, a Uber planeja investir mais de US$ 10 bilhões em parcerias ligadas a robotáxis nos próximos anos.

Maior corte desde a pandemia

Este é o maior corte da empresa desde 2020, quando a crise provocada pela Covid-19 levou à eliminação de cerca de 6,7 mil postos, quase um quarto do quadro da época. A diferença é o contexto: agora, a Uber afirma estar ajustando uma estrutura que cresceu, e não respondendo ao colapso imediato da demanda por viagens.

A reportagem também registra cortes pontuais em atendimento ao cliente e recursos humanos ao longo de 2026, além de menor ritmo de contratações anunciado em maio. Khosrowshahi não teria atribuído as novas demissões à inteligência artificial. Após a notícia, as ações chegaram a avançar mais de 2% no pré-mercado, apesar de pressão competitiva no setor.

Perguntas frequentes

  1. Quantos funcionários a Uber demitiu?

    A Uber anunciou cerca de 3,3 mil demissões. O total equivale a aproximadamente 10% da força de trabalho global, segundo a reportagem baseada em dados da Reuters.

  2. A Uber acabou com o home office?

    Não completamente. O trabalho remoto integral ficará disponível para cerca de 1% dos funcionários, enquanto a regra geral mantém três dias presenciais por semana.

  3. Por que a Uber está reduzindo gerentes?

    A empresa busca menos camadas hierárquicas e equipes mais amplas. A justificativa é simplificar a coordenação e acelerar a tomada de decisões internas.

  4. Qual é a relação entre os cortes e os robotáxis?

    A Uber diz que a economia obtida na reestruturação ajudará a financiar prioridades, como entregas, transporte por aplicativo e parcerias para veículos autônomos.

Considerações finais

Ao anunciar que a Uber demite 3,3 mil funcionários, a empresa combina redução de custos, mudança na gestão e uma política mais rígida de trabalho presencial. O resultado prático dependerá da execução dos cortes e da capacidade de converter uma estrutura menor em ganhos de eficiência. No horizonte, a aposta em robotáxis e veículos autônomos tende a ser decisiva para a disputa com Waymo, Tesla e outros concorrentes.

Transparência editorial: texto elaborado a partir da notícia fornecida, publicada pela Reuters.

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Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.