WhatsApp pago: Meta planeja funções premium com IA
A Meta, conglomerado de tecnologia dono do WhatsApp, Facebook e Instagram, anunciou que está desenvolvendo planos de assinatura para seus principais serviços. Embora os recursos essenciais permaneçam gratuitos, ferramentas avançadas — especialmente as baseadas em inteligência artificial (IA) — deverão se tornar exclusivas para usuários pagantes. O movimento marca uma nova fase na monetização das plataformas de Mark Zuckerberg, aproximando-as de modelos de negócios baseados em recursos premium.
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Funções pagas: o que muda para o usuário
De acordo com informações da Meta, os planos pagos afetarão tanto o WhatsApp como o Facebook e o Instagram. A proposta é que usuários interessados em uma experiência mais avançada possam pagar por recursos extras, sem que isso comprometa o acesso gratuito às funcionalidades básicas. Assim, o envio de mensagens, chamadas e publicações continuará sem custo.
As assinaturas devem incluir ferramentas relacionadas à inteligência artificial, como algoritmos de edição de imagem e geração de vídeos automáticos. Entre os recursos esperados, estão o Vibes, que cria vídeos curtos com IA — recurso que poderá reforçar o ecossistema de Reels e Status — e os agentes inteligentes oriundos da startup Manus, adquirida pela empresa em 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.
WhatsApp pago: sem anúncios e recursos extras
Um dos pontos mais comentados é o possível lançamento de uma versão paga do WhatsApp sem anúncios. Segundo o portal WABetaInfo, a Meta testou um modelo que remove completamente publicidade dos Status e canais promovidos em troca de uma mensalidade de aproximadamente 4 euros — cerca de R$ 25.

Essa alternativa coexistiria com o plano pago focado em IA, permitindo ao usuário escolher o tipo de benefício que deseja. Já o programa Meta Verified, que oferece selo de verificação e suporte diferenciado para criadores de conteúdo, continuará sendo vendido separadamente.
Meta aposta na personalização com IA
Desde 2023, a Meta vem acelerando seus investimentos em IA generativa. O objetivo é integrar recursos capazes de sugerir conteúdos e interações mais personalizadas. No caso do WhatsApp, essa estratégia pode incluir respostas automáticas inteligentes em grupos, traduções contextuais em tempo real e a criação de mensagens automatizadas para empresas que utilizam o WhatsApp Business.
A companhia pretende usar dados de interação para refinar algoritmos e oferecer funcionalidades adaptadas a cada usuário. Ainda não há confirmação de quais ferramentas estarão disponíveis em cada nível de assinatura, mas fontes próximas à empresa indicam que as opções pagarão gradualmente mais por ferramentas mais potentes de IA.
Assinaturas Meta e reações de mercado
Especialistas acreditam que o novo modelo pode dividir a base de usuários, especialmente entre os que valorizam privacidade e experiência sem anúncios e aqueles que preferem manter o serviço gratuito com publicidade. O modelo é semelhante ao adotado pelo X (antigo Twitter) e até pelo YouTube Premium, que oferecem versões pagas com benefícios específicos.
Economistas avaliam que o impacto será significativo principalmente em mercados emergentes, como Brasil e Índia, onde o WhatsApp tem papel essencial no dia a dia das pessoas e empresas. No entanto, a Meta acredita que a diversificação de receitas ajudará a reduzir a dependência da publicidade, atualmente responsável pela maior parte do faturamento.
Comparativo: evolução das plataformas Meta
| Plataforma | Recurso Pago | Função Principal |
|---|---|---|
| Versão sem anúncios e IA de mensagens | Mensagens e chamadas | |
| Geração de vídeos com Vibes | Reels e Stories | |
| IA de personalização de feed | Publicações e grupos |
Perspectivas futuras e lançamento
A Meta ainda não divulgou datas oficiais para o início dos testes, mas rumores indicam que o recurso chegará gradualmente a partir do segundo semestre de 2026. Inicialmente, o programa deve ser disponibilizado nos Estados Unidos e na Europa, posteriormente expandindo para América Latina e Ásia.
Com o aumento da concorrência de plataformas como o Telegram, Signal e Threads, a introdução de planos pagos com IA pode posicionar a Meta de forma mais competitiva no cenário global de comunicação digital.
Perguntas frequentes sobre WhatsApp pago
O WhatsApp vai deixar de ser gratuito?
Não. Os recursos básicos, como troca de mensagens e chamadas de voz, continuarão gratuitos. Apenas funções adicionais, como IA e remoção de anúncios, farão parte dos planos pagos.
Quanto custará o WhatsApp pago?
Segundo testes iniciais relatados pelo WABetaInfo, o preço deverá girar em torno de 4 euros (cerca de R$ 25) mensais na versão sem anúncios. Outros planos com IA ainda não tiveram valores divulgados.
Quando a versão paga será lançada?
Os primeiros testes devem ocorrer ao longo de 2026. A expansão global depende de regulações locais e da receptividade do público.
Quais recursos de IA estarão disponíveis?
Entre os recursos previstos estão o gerador de vídeos Vibes, assistentes Manus e personalização de conteúdo automatizada com base em IA.
O Meta Verified continuará existindo?
Sim. O selo de verificação permanece como serviço separado voltado a criadores e empresas, com sua própria assinatura mensal.
Considerações finais
Com a introdução de modelos de assinatura, a Meta entra oficialmente na era das plataformas mistas, equilibrando versões gratuitas sustentadas por anúncios com opções premium voltadas a quem busca experiências otimizadas e sem distrações. Embora ainda em fase de testes, o projeto indica um futuro no qual a IA se tornará o principal diferencial competitivo entre aplicativos de comunicação — e onde o WhatsApp pago poderá definir o padrão dessa transição.
Fonte: TechCrunch

