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WhatsApp Plus começa a ser testado com assinatura paga

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A Meta iniciou os testes do WhatsApp Plus, nova versão por assinatura do aplicativo de mensagens mais usado do mundo. A atualização, que ainda está em fase limitada, traz recursos de personalização inéditos, como temas, figurinhas e ícones exclusivos. O serviço custa 2,49 euros por mês (cerca de R$ 14,55) na União Europeia e já aparece para alguns usuários na Europa e no Paquistão. A proposta é oferecer uma experiência mais personalizável, sem alterar o foco principal do WhatsApp: comunicação simples e rápida.

O que é o WhatsApp Plus e o que muda na versão paga

O WhatsApp Plus é a aposta da Meta para diversificar as fontes de receita do aplicativo. Segundo o site WABetaInfo, especializado em novidades do mensageiro, a assinatura oferece principalmente benefícios estéticos e pequenas melhorias funcionais. Entre os recursos destacados estão:

  • Figurinhas e pacotes premium exclusivos;
  • Personalização completa de tema, com múltiplas paletas de cores;
  • Escolha de ícone personalizado para o app;
  • Possibilidade de fixar até 20 conversas simultaneamente (contra 3 na versão gratuita);
  • Ringtones diferenciados e opções visuais refinadas para listas de conversas.
Três smartphones exibindo interface do WhatsApp Plus com novos temas coloridos.
WhatsApp Plus traz seleção de cores e temas personalizáveis (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Esses recursos aproximam o WhatsApp de concorrentes como o Telegram Premium, que já oferece experiência semelhante com downloads acelerados, tamanhos de uploads expandidos e figurinhas animadas exclusivas. A nova oferta indica que a Meta busca fidelizar usuários oferecendo mais opções estéticas e personalização.

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Valores e países com acesso antecipado

Na União Europeia, a assinatura custa 2,49 euros mensais. No Paquistão, o preço relatado é de 299 rúpias (aproximadamente R$ 4,07). Ainda não há detalhes oficiais sobre o lançamento no Brasil, mas estima-se que o valor seja ajustado de acordo com o poder de compra regional. Em mercados emergentes, como América Latina e Índia, o WhatsApp Plus deve custar menos que a média europeia.

Captura de tela mostrando o recurso de fixar até 20 conversas no WhatsApp Plus.
Assinantes poderão fixar até 20 conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Comparativo com o Telegram Premium

O Telegram Premium, lançado em 2022, consolidou um modelo de negócios alternativo baseado em assinaturas opcionais. Por cerca de US$ 5 mensais, o serviço oferece vantagens de desempenho e exclusividade visual. A estratégia da Meta, no entanto, segue outro caminho: o foco é visual e de personalização, mantendo intocada a experiência funcional básica. Segundo fontes do TechCrunch, a intenção não é transformar o WhatsApp em um aplicativo freemium, mas oferecer um pacote estético para quem deseja personalizar o ambiente de uso.

WhatsApp Plus e o futuro do modelo de assinatura

A decisão de criar uma versão paga do WhatsApp não é uma surpresa. Desde o início de 2026, rumores já indicavam que a Meta estudava formas de monetização adicionais. Além do Plus, a empresa também experimenta assinaturas em plataformas como Facebook e Instagram, oferecendo versões sem anúncios. Essa integração pode se refletir em um ecossistema pago mais amplo, onde o usuário personaliza e conecta várias redes do grupo em uma única experiência premium.

Apesar de a mudança parecer pequena, especialistas em tecnologia apontam que esse é um passo simbólico. Trata-se da primeira vez que o WhatsApp usa um modelo de assinatura opcional para o público geral. No longo prazo, isso pode abrir espaço para ferramentas voltadas ao público corporativo e influenciadores, integrando o WhatsApp Business a novas camadas pagas.

O que dizem os usuários e a comunidade

No Reddit e em fóruns especializados, o lançamento gerou opiniões divididas. Enquanto alguns usuários consideram o preço justo para quem busca exclusividade visual, outros criticam a ausência de diferenciais práticos, como maior espaço para arquivos ou recursos de produtividade. Ainda assim, a notícia repercutiu mundialmente, impulsionando debate sobre o futuro das plataformas de mensagens.

Até o momento, a Meta não se pronunciou oficialmente sobre a expansão para outros mercados, mas confirmou que o projeto está em fase de testes controlados. A expectativa é que novas funções sejam adicionadas antes do lançamento global, incluindo integração com personalização de status e novos conjuntos de emojis animados.

Perguntas frequentes sobre o WhatsApp Plus

  1. O que é o WhatsApp Plus?

    O WhatsApp Plus é uma versão paga do app oficial, lançada pela Meta, que adiciona opções de personalização como temas, figurinhas premium e ícones exclusivos, sem alterar a base funcional do mensageiro.

  2. Quanto custa o WhatsApp Plus?

    Na União Europeia, o WhatsApp Plus custa 2,49 euros por mês (cerca de R$ 14,55). Em outros países em desenvolvimento, como o Paquistão, o valor é equivalente a R$ 4,07.

  3. Quando o WhatsApp Plus chega ao Brasil?

    Ainda não há data oficial. Espera-se que a Meta expanda a assinatura para outros mercados nos próximos meses, com preço regional ajustado.

  4. O WhatsApp Plus muda a segurança das mensagens?

    Não. A versão Plus mantém a criptografia de ponta a ponta e todos os protocolos de privacidade do WhatsApp tradicional.

  5. O WhatsApp gratuito vai acabar?

    Não. A Meta mantém o WhatsApp gratuito e funcional. O Plus é uma opção adicional para quem quer personalização e figurinhas premium.

Conclusão: o novo passo da Meta no universo das assinaturas

Com o lançamento do WhatsApp Plus, a Meta inaugura uma nova fase em sua estratégia de monetização, apostando na estética e experiência personalizada como diferencial. Em um cenário onde plataformas buscam reter usuários por meio de exclusividade e identidade visual, essa versão premium pode atrair públicos específicos que desejam mais controle sobre sua interface. Ainda que inicial, o movimento mostra como o WhatsApp se adapta às tendências de mercado sem comprometer sua simplicidade – marca registrada do aplicativo desde o início.

Fontes: Android Police e TechCrunch

Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.