Siri com inteligência artificial pode ser adiada para iOS 27
A aguardada atualização da Siri com inteligência artificial generativa, que prometia transformar a assistente pessoal da Apple em uma concorrente à altura do ChatGPT, pode não chegar tão cedo. Segundo informações obtidas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa de Cupertino enfrenta problemas nos testes do novo sistema, o que pode atrasar o lançamento para setembro de 2026, junto com o iOS 27. Inicialmente, esperava-se que a versão aprimorada estreasse ainda em 2025, com a atualização 26.4 do sistema operacional.
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Apple enfrenta dificuldades em testes internos
De acordo com fontes próximas ao desenvolvimento, a Apple identificou falhas significativas nos testes da nova Siri, especialmente em comandos complexos e na interpretação de linguagem natural. A versão dotada de IA generativa apresentou uma taxa de erros considerada inaceitável pelos engenheiros da empresa, exigindo novas rodadas de ajustes e reavaliações internas.
O cenário mais conservador coloca o lançamento oficial apenas em setembro de 2026, coincidindo com o iOS 27. Entretanto, existe a possibilidade de uma liberação antecipada em maio do mesmo ano, dentro de uma atualização intermediária do iOS 26.5. Até lá, a Siri continuará funcionando com os modelos híbridos atuais, que incluem integração parcial ao ChatGPT.

Siri usará IA Gemini, do Google
O grande diferencial desta nova versão será a incorporação dos modelos de linguagem da família Gemini, desenvolvidos pelo Google. A decisão, fruto de um acordo bilionário entre as duas gigantes, surpreendeu o mercado pela mudança de postura histórica da Apple, famosa por suas soluções internas e fechadas. O contrato prevê um investimento anual de aproximadamente US$ 1 bilhão para garantir que o Gemini atue na decodificação de prompts complexos enviados pelos usuários à Siri, aprimorando a fluidez nas conversas e a precisão nas respostas.
Essa parceria, anunciada discretamente após a WWDC 2024, amplia o compromisso da Apple com sua iniciativa Apple Intelligence. A integração com os modelos do Google deverá fornecer à assistente a capacidade de gerar respostas contextualizadas, compreender nuances linguísticas e realizar análises de dados em tempo real — algo até então fora do alcance da Siri tradicional.
Um atraso que gera preocupações internas
A Siri “turbinada” foi apresentada oficialmente durante a WWDC 2024 como parte do ecossistema de inteligência artificial da marca. Contudo, desde então, a empresa vem acumulando adiamentos. Enquanto ferramentas como o resumo inteligente de emails e o gerador de imagens do iPad já chegaram ao público, a assistente virtual continua presa em testes restritos.
Executivos da empresa reconheceram que a primeira tentativa de reconstruir a Siri com IA falhou, em função de resultados abaixo das expectativas. A taxa de erro elevada em interações de voz e falhas em consultas contextuais frustraram tanto usuários beta quanto engenheiros internos. Em meio aos atrasos, houve até um processo na justiça americana alegando propaganda enganosa por parte da Apple ao anunciar recursos ainda indisponíveis.
O que esperar da próxima Siri
Apesar dos impasses, a próxima versão da Siri promete recursos inéditos. A Apple planeja incluir respostas conversacionais mais naturais, integração ampliada com aplicativos de terceiros e suporte total ao ecossistema de dispositivos — incluindo roteamento de comandos entre o iPhone, Mac e Apple Watch. Além disso, a IA deverá entender contextos mais amplos de uma conversa e lembrar preferências do usuário, oferecendo uma interação mais personalizada.
Outro ponto de destaque será a preocupação com a privacidade de dados. Mesmo utilizando o Gemini, a Apple afirma que manterá todos os processamentos sensíveis localmente sempre que possível, respeitando o princípio do “Private Cloud Compute”, tecnologia que processa as requisições em data centers seguros sob a arquitetura Apple Silicon.
Repercussões e próximos passos
A comunidade tecnológica recebeu a notícia com preocupação, principalmente após mudanças recentes na equipe de IA da Apple. A saída de executivos-chave e relatos internos de ceticismo quanto ao cronograma aumentaram as dúvidas sobre se a empresa conseguirá manter o ritmo necessário para competir com ferramentas como o ChatGPT e o Gemini 2.0, que evoluem rapidamente.
Por enquanto, os usuários podem esperar incrementos graduais, mas o salto prometido — uma Siri realmente inteligente e contextual — deve levar mais tempo do que o previsto. A Apple ainda não oficializou a nova data de lançamento, mas confirma que “a experiência precisa ser impecável antes de chegar ao público”.
Perguntas frequentes
Quando será lançada a nova Siri com inteligência artificial?
Atualmente, o lançamento está previsto para setembro de 2026, junto com o iOS 27. No entanto, há chances de uma liberação antecipada em maio do mesmo ano, dependendo dos resultados dos próximos testes internos.
A Siri vai usar a tecnologia Gemini do Google?
Sim. O Gemini será usado como base dos modelos de linguagem da Apple, ajudando a interpretar pedidos complexos e criar respostas mais naturais. O contrato entre as empresas é estimado em US$ 1 bilhão ao ano.
Por que a Siri com IA está atrasada?
A Apple encontrou uma alta taxa de erros nos testes internos da nova assistente, comprometendo sua confiabilidade. Por isso, está priorizando correções antes de liberar o produto ao público.
O que muda para os usuários atuais do iPhone?
Por enquanto, a Siri seguirá com pequenas melhorias e integração ao ChatGPT. As grandes transformações devem vir com o iOS 27 e o lançamento oficial da Apple Intelligence.
Considerações finais
O adiamento da nova Siri reforça o desafio da Apple em equilibrar inovação e confiabilidade dentro do universo da inteligência artificial generativa. Enquanto o mercado se move em ritmo acelerado, com OpenAI e Google apresentando saltos tecnológicos anuais, a empresa opta por priorizar a estabilidade e a segurança de seus usuários. Se conseguir entregar o que promete, a nova assistente poderá redefinir o papel das interfaces de voz e recolocar a Apple na vanguarda da IA conversacional.
Fonte: Bloomberg e TechCrunch

