
Comprovantes de Pix: BC proíbe anúncios e links
Os comprovantes de Pix não poderão trazer publicidade, ofertas comerciais, hiperlinks ou conteúdo alheio à operação a partir de 1º de março de 2027. A determinação do Banco Central do Brasil busca deixar o registro de pagamento mais claro e reduzir brechas para confusão e golpes. A regra alcança transferências por chave Pix, pagamentos por QR Code e, em princípio, os formatos digitais e impressos emitidos pelas instituições financeiras.
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O que muda, em resumo
O comprovante deverá servir exclusivamente para identificar, executar e registrar a transação. Portanto, não poderá virar espaço para anúncios, promoções ou links externos.
Por que o Banco Central mudou os comprovantes de Pix?
A mudança consta da Instrução Normativa BCB nº 774, publicada em 3 de setembro de 2026. Ela incorpora a vedação à versão 7.4 dos Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário. O foco é preservar a função documental dos comprovantes de Pix: mostrar quem pagou, quem recebeu, valor, data, horário e demais dados necessários para verificar o pagamento.
O comprovante de pagamento deve registrar e demonstrar a transação realizada, sem propaganda, publicidade, ofertas comerciais, hiperlinks ou conteúdos sem relação com a operação.
Banco Central do Brasil, Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário do Pix, versão 7.4
Na prática, a restrição evita que uma informação essencial fique misturada a chamadas de marketing. Também dificulta o uso de botões, endereços ou ofertas que possam induzir o cliente a acessar páginas maliciosas. A norma não resolve sozinha a falsificação de recibos, mas reforça um padrão visual mais objetivo para usuários e bancos.
O que será proibido e o que continuará no recibo
- Publicidade e campanhas promocionais.
- Ofertas comerciais sem vínculo com a transação.
- Hiperlinks e chamadas para sites externos.
- Conteúdo que não identifique o pagamento.
- Dados essenciais da transferência ou compra.
Assim, os comprovantes de Pix continuarão exibindo as informações financeiras pertinentes, como identificação das partes, instituição participante, valor e data. A regra vale para comprovante digital visualizado no aplicativo, arquivo em PDF, imagem compartilhada e documento impresso, conforme a interpretação do texto regulatório. O uso mais comum de links ocorre no ambiente digital, que tende a concentrar a adequação dos sistemas.
Outras exigências: fraude, extratos e devolução via MED
A Instrução Normativa BCB nº 774 prevê outras alterações para a mesma data. Quando uma transação Pix for bloqueada por suspeita de fraude, o aplicativo deverá informar isso de modo claro ao usuário. A medida é relevante porque uma operação não concluída pode gerar dúvidas sobre o saldo, a entrega de um produto ou a necessidade de repetir o pagamento.
| Item | Nova orientação | Impacto |
|---|---|---|
| Comprovantes de Pix | Sem anúncios ou links | Leitura mais objetiva |
| Fraude | Aviso claro de bloqueio | Menos incerteza ao cliente |
| Extratos | Pagamento e recebimento padronizados | Melhor identificação de valores |
| MED | Devolução destacada | Rastreamento mais claro |
Os extratos também deverão adotar dados padronizados. Entre os exemplos citados estão os sinais “+” e “−” para diferenciar entrada e saída de dinheiro, além de termos como “pagamento” e “recebimento”. Valores devolvidos pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) precisarão ser identificados de forma explícita. O MED é um procedimento do ecossistema Pix usado em situações previstas de fraude ou falha operacional.
Quando a regra entra em vigor e o que fazer
As instituições financeiras têm até 1º de março de 2027 para adaptar aplicativos, comprovantes e extratos. Para consumidores, não há cadastro nem ação obrigatória. Ainda assim, vale manter cuidados básicos: conferir nome e dados do destinatário antes de pagar, desconfiar de recibos que peçam cliques ou dados pessoais e confirmar a operação diretamente no app do banco. Um comprovante recebido em conversa não substitui a verificação do crédito na conta.
Mesmo com os novos comprovantes de Pix, nunca abra links recebidos como suposta confirmação de pagamento sem checar a operação no aplicativo oficial.
Considerações finais
A proibição de publicidade e links reforça que os comprovantes de Pix são documentos de transação, não canais de divulgação. Somada aos avisos de suspeita de fraude, à padronização dos extratos e à identificação do MED, a atualização tende a tornar a experiência do usuário mais compreensível. A efetividade dependerá da implementação uniforme pelas instituições financeiras e da atenção contínua de quem usa o Pix.
Quando a proibição de anúncios em comprovantes de Pix começa?
A regra começa em 1º de março de 2027. Até essa data, bancos e demais instituições financeiras deverão ajustar aplicativos, recibos digitais e extratos.
O comprovante de Pix poderá ter links?
Não. Links, publicidade e ofertas comerciais ficam proibidos quando não forem necessários para identificar, executar ou registrar a transação Pix.
A medida vale para Pix por QR Code e chave Pix?
Sim. A orientação abrange tanto transferências feitas por chave Pix quanto pagamentos realizados em estabelecimentos por QR Code.
O que muda no extrato com a nova norma do Pix?
Os extratos deverão apresentar informações padronizadas, como sinais de entrada e saída, termos de pagamento e recebimento e identificação de devolução via MED.
