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Macs Intel perdem espaço na App Store da Apple

A Apple passou a permitir que desenvolvedores deixem de oferecer suporte aos Macs Intel em novos envios à Mac App Store. A medida abre espaço para aplicativos exclusivamente arm64, feitos para Apple Silicon, mas não apaga programas já instalados: usuários de máquinas Intel permanecem com a última versão compatível.

Segundo a atualização do App Store Connect, a opção vale para aplicativos universais cujo requisito mínimo seja o macOS 13 ou posterior. Na prática, recursos, correções e atualizações futuras poderão chegar somente aos Macs com chips da Apple.

Resposta rápida

Um Mac Intel não deixa de funcionar nem perde automaticamente seus aplicativos. A diferença é que, se o desenvolvedor publicar uma build apenas em arm64, as próximas versões não serão instaladas naquele computador.

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O que a Apple mudou para desenvolvedores

Até aqui, um aplicativo universal para macOS normalmente reunia dois conjuntos de código no mesmo pacote: arm64 para Apple Silicon e x86_64 para processadores Intel. Com a nova regra, o desenvolvedor pode remover a arquitetura x86_64 da compilação, enviar a nova build pelo App Store Connect e distribuir apenas código nativo arm64.

A data indicada nas notas de atualização mencionadas pela reportagem é 18 de junho de 2026. A permissão não é uma ordem para que todos os aplicativos abandonem os Macs Intel. Cada empresa ou criador decide se continua mantendo, testando e atualizando a edição x86_64. Ainda assim, a decisão formaliza um caminho para encerrar essa manutenção sem impedir a evolução do app nos modelos mais recentes.

Como ficam os aplicativos nos Macs Intel

O efeito mais relevante para o público é gradual. Quando um software deixar de incluir suporte Intel, a Mac App Store deverá preservar para o computador antigo a última versão compatível. É uma situação parecida com a de um app que eleva o requisito mínimo do sistema: a instalação existente continua utilizável, porém deixa de receber funções lançadas depois.

  • Apps instalados não são removidos automaticamente.
  • A última versão compatível continua disponível.
  • Novos recursos podem exigir Apple Silicon.
  • Correções futuras dependerão de cada desenvolvedor.
  • O impacto varia conforme cada aplicativo.

O ponto de atenção é a longevidade: com o tempo, um Mac Intel pode manter programas funcionais, mas em versões antigas e sem as atualizações mais recentes.

Por que arm64 simplifica a manutenção

Manter um binário universal exige compilar, validar e corrigir duas arquiteturas. Ao concentrar o desenvolvimento em arm64, as equipes reduzem parte dessa complexidade e também podem diminuir o tamanho do pacote distribuído. Isso não torna automaticamente um aplicativo melhor, mas permite que testes, otimizações de desempenho e recursos sejam direcionados ao hardware Apple Silicon.

CenárioMac IntelMac com Apple Silicon
App universalExecuta código x86_64Executa código arm64
Nova build só arm64Mantém versão compatívelRecebe atualização
App Intel legadoRoda nativamentePode usar Rosetta

Uma transição iniciada em 2020 chega à fase final

A Apple iniciou a migração dos Macs da Intel para chips próprios em 2020. Durante a coexistência das plataformas, os aplicativos universais fizeram a ponte para quem tinha equipamentos de gerações diferentes. No sentido contrário, o Rosetta permitiu que aplicativos Intel fossem executados em Macs com Apple Silicon, reduzindo atritos para usuários e desenvolvedores.

Conforme relatado na notícia de origem, a Apple também informou em setembro de 2026 que o macOS 27 será a última versão com suporte geral ao Rosetta para aplicativos Intel. Depois, a tecnologia deve permanecer de forma limitada para jogos antigos não mantidos que dependam de frameworks Intel. Esse cronograma reforça que a compatibilidade não desaparece de uma vez, mas tende a ficar cada vez mais restrita.

O que usuários de Macs Intel devem fazer agora

  1. Verifique em “Sobre Este Mac” se o processador é Intel ou Apple Silicon.
  2. Atualize os aplicativos essenciais enquanto houver suporte para sua versão do macOS.
  3. Salve instaladores, documentos e dados de programas importantes, quando permitido.
  4. Acompanhe os requisitos de segurança e compatibilidade dos softwares que você usa.

Para tarefas cotidianas, a mudança não exige troca imediata de computador. A decisão depende dos apps indispensáveis, da disponibilidade de correções e da versão do macOS aceita pela máquina. Profissionais que usam ferramentas especializadas devem confirmar com o fornecedor se haverá build x86_64, suporte estendido ou alternativa web.


Perguntas frequentes sobre os Macs Intel

  1. Os Macs Intel deixarão de funcionar?

    Não. Os Macs Intel continuam operando e mantêm os aplicativos compatíveis. A mudança afeta principalmente o recebimento de futuras atualizações de apps publicados apenas em arm64.

  2. O que é a última versão compatível na Mac App Store?

    É a edição mais recente que ainda funciona no seu Mac Intel e na versão instalada do macOS. Ela pode permanecer disponível mesmo quando o app atual exigir Apple Silicon.

  3. Todo desenvolvedor precisa remover o suporte x86_64?

    Não. A Apple passou a permitir a remoção da arquitetura x86_64, mas a decisão é de cada desenvolvedor. Alguns aplicativos podem manter um binário universal por mais tempo.

  4. O Rosetta ajuda um Mac Intel?

    Não nesse caso. O Rosetta foi criado para executar aplicativos Intel em Macs com Apple Silicon. Macs Intel executam seu código x86_64 nativamente, mas não rodam apps somente arm64.

Considerações finais

A abertura para builds apenas arm64 confirma a prioridade da Apple ao Apple Silicon e reduz a perspectiva de atualizações para Macs Intel ao longo dos próximos anos. Não há bloqueio imediato: a última versão compatível preserva o uso atual. Porém, quem depende de aplicativos críticos deve acompanhar requisitos, atualizações e planos de suporte dos desenvolvedores.

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Diogo Fernando

Apaixonado por tecnologia e cultura pop, programo para resolver problemas e transformar vidas. Empreendedor e geek, busco novas ideias e desafios. Acredito na tecnologia como superpoder do século XXI.